terça-feira, 31 de março de 2009

Três encapuzados assaltam posto de combustível

Alcochete: ameaçam trabalhadores com arma branca e fogem a pé com o dinheiro

Três homens com a cara tapada assaltaram segunda-feira à noite o posto de combustível da Galp em Alcochete, distrito de Setúbal, com recurso a armas brancas, disse fonte da GNR, citada pela Lusa.

O assalto ocorreu às 22:30, e os três homens conseguiram escapar a pé, adiantou a fonte.

A GNR explicou que enquanto um dos assaltantes ameaçou um dos funcionários com uma arma contra o peito, outro controlou os restantes trabalhadores e o terceiro roubou a caixa registadora, desconhecendo-se o valor levado.

Fonte: TVI24

Ucranianos - Quinze anos por matar e violar

31 Março 2009 - 00h30

Porto: Ucraniano condenado por três crimes

Quinze anos por matar e violar

Tudo aconteceu quando Sergey e Dmytro, ucranianos, tentaram resgatar uma alegada dívida de dois mil euros a Oleh. Após muito álcool, discussão e agressões acabaram por matar o compatriota e violar a sua mulher. Ontem, Dmytro foi condenado pelo Tribunal de S. João Novo, Porto, a 15 anos de prisão efectiva e Sergey, considerado inimputável, vai cumprir entre três a 16 anos numa instituição psiquiátrica.

Dmytro foi condenado por três crimes: roubo agravado pela morte, violação e roubo simples. O arguido foi ilibado da acusação de homicídio simples, por o tribunal entender que não houve intenção de matar Oleh, tendo esta ocorrido na sequência das agressões. O crime da ofensa à integridade física também caiu.

A Sergey, co-autor dos crimes, foi diagnosticada esquizofrenia, potenciada pela inalação de cola e consumo de droga, tendo sido rotulado de "inimputável perigoso".

O caso remonta a 18 de Fevereiro de 2008, quando pelas 15h30 os dois condenados se encontraram com a vítima, em sua casa, na rua Pedro Hispano, Porto, para beber vinho, como era habitual. Já alcoolizados, os dois arguidos agrediram a soco Oleh com o objectivo de que este lhes pagasse dois mil euros que deveria por alegados trabalhos encomendados.

Ao aperceber-se das agressões, a esposa de Oleh veio em seu socorro, mas foi de imediato neutralizada por Dmytro e Sergey. Após um vasto rol de sevícias, a mulher acabou por ser violada.

Segundo a autópsia, Oleh morreu em resultado das várias agressões a que foi sujeito durante três horas, em conjugação com a ingestão de bebidas alcoólicas.

João Carlos Malta
Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 30 de março de 2009

Outro Tiroteio da Quinta do Mocho

Um morador de uma urbanização junto à Quinta do Mocho, relatou-nos que ontem houve novamente tiroteio naquele bairro, durante o qual um jovem terá sido atingido com um tiro na cabeça.

No agregador de notícias do Google, até agora, nada sobre o assunto. A última notícia relativa a Quinta do Mocho, já com uma semana, diz respeito a um comunicado de propaganda governamental onde se lê que «ambiente social acalmou». Diz a notícia que tal deve-se ao contrato local de segurança, assinado por Rui Pereira.

Sobre os, pelo menos, três casos de «carjacking» ocorridos durante essa semana, na zona de Sacavém, também não saiu nada nos jornais. Nem sequer sobre os roubos a comerciantes, residências e moradores, que se mantiveram a níveis habituais.

Realmente o alarme (da comunicação) social acalmou, devendo ser esse o tal contrato local de segurança do Governo, um silêncio quase absoluto (comparativamente à realidade) sobre determinada criminalidade.

Mas o sentimento de insegurança vai continuar, porque este alimenta-se nas ruas e não nos jornais, pelo menos enquanto se mantiverem as políticas de faz-de-conta das últimas décadas. Para fazer face à explosão de violência oriunda de determinados bairros da região de Lisboa, e além de outras medidas consideradas urgentes e indispensáveis, o PNR propõe uma inversão dos fluxos migratórios. Sem segurança não poderá haver liberdade.

Lisboa: três feridos em conflito de grupos rivais

PSP deteve um indivíduo e apreendeu duas facas na linha de Sintra

Três pessoas ficaram feridas domingo à noite, uma delas com gravidade, na sequência de um conflito entre dois grupos na linha ferroviária de Sintra, disse fonte da PSP, que deteve um dos indivíduos e apreendeu duas facas, refere a Lusa.

De acordo com fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, dois grupos, aparentemente rivais, envolveram-se em conflito cerca das 23:30, no comboio da linha de Sintra, entre as estações de Benfica e Reboleira.

Um dos feridos foi transportado para o hospital de S. Francisco Xavier com um «corte profundo na zona do pescoço».

A PSP deteve um dos elementos de um dos grupos que transportava uma faca e que também ficou ferido, embora sem gravidade.

Além destes, houve ainda outro ferido, segundo a mesma fonte.

A PSP apreendeu duas facas, a que estava com o elemento detido, e outra deixada no local.

Fonte: TVI24

Amadora: Brasileiro, de 27 anos, deu tiro na cabeça e feriu amigo

30 Março 2009 - 00h30

Amadora: Brasileiro, de 27 anos, deu tiro na cabeça e feriu amigo

Morreu quando mostrava a arma

O álcool deverá ter estado na origem da morte de Rodrigo Batista Faria, um brasileiro, de 27 anos que, anteontem à noite, deu um tiro acidental de pistola na cabeça quando manuseava a arma junto a um café da Cova da Moura, Amadora. Um seu amigo ficou ferido no mesmo acidente. Na noite de sábado e madrugada de domingo, outros quatro homens ficaram feridos, em Lisboa, em incidentes com armas de fogo.

Eram 23h00 de sábado quando Rodrigo Faria manuseava uma pistola, calibre 7,65 mm, à porta de um café situado na rotunda da Bola, Cova da Moura. Ignorando que a arma tinha uma bala na câmara, Rodrigo Faria carregou no gatilho. A munição trespassou-lhe o crânio e atingiu um amigo.

Levado por amigos de automóvel ao Hospital Amadora-Sintra, o brasileiro foi transferido para o Hospital de São José, onde morreu. O outro ferido do incidente foi localizado pela PJ na Quinta do Mocho, em Camarate. Assistido no Hospital de Santa Maria, prestou depoimento.

Já na madrugada de domingo, numa festa em Prior Velho, Loures, dois jovens foram também feridos a tiro. Levados ao Hospital Curry Cabral, foram ali interrogados pela PJ. Por fim, na rua de Santa Filomena, Damaia, e na Serra das Minas, Sintra, outros dois homens foram baleados, tendo ambos sido assistidos no Amadora-Sintra.

Miguel Curado
Fonte: Correio da Manhã

sábado, 28 de março de 2009

Ciganos - Chuva de tiros fere três adultos e um menor

28 Março 2009 - 00h30

Lisboa: Chuva de tiros fere três adultos e um menor

Baleados à porta de casa

"Ouvi os tiros, vi uma carrinha e só pensei em agarrar no meu primo e proteger a minha mãe." Ricardo tem 20 anos. Mora no Bairro da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde na noite de anteontem, quando estava na rua a trocar uns dedos de conversa com uma amiga, a mãe e o primo João – que tem 13 anos – foi atingido numa perna por disparos de caçadeira, que feriram também o primo num joelho, a mãe nas costas e a amiga num pulso.

Os disparos – nove no total, garantem os moradores – foram efectuados do interior de uma carrinha Volkswagen Passat, de cor cinzenta. Lá dentro viajavam "quatro homens de etnia cigana", adiantou ao CM fonte policial. A mesma referiu que os ferimentos foram provocados por ricochete.

"É verdade que a minha mãe foi ferida por uma bala que primeiro atingiu a parede", conta Ricardo, que depois de atingido foi transportado para o Hospital de Santa Maria. Ele e as outras três vítimas tiveram alta pelas 04h00.

O jovem revela que a mãe trabalha no Metropolitano de Lisboa. "É gente honesta", sublinha uma vizinha, que recusa identificar-se pois considera que os disparos eram dirigidos aos mais recentes moradores do bairro.

"Famílias que estavam nas Galinheiras e, há dois meses, vieram para aqui", diz a mulher. A sua opinião é corroborada por outros moradores, os quais acrescentam: "isto é tudo por causa da droga".

"Todo o dia é um corrupio neste prédio", diz um homem, morador antigo no bairro, referindo-se ao número 5 da rua Maria Alice.

"Eu só lhe posso dizer que nós não temos nada a ver com isto", diz Ricardo.

Os disparos ocorreram pelas 21h00. A maioria dos moradores ouviram-nos mas poucos acorreram à janela.

A polícia foi rápida a chegar. Aliás, há uma esquadra no bairro. E vedou os acessos , mas de nada serviu pois há muito que a carrinha se pusera em fuga. As investigações estão agora a cargo da Judiciária.

BAIRROS PERIGOSOS

DETIDOS NA AMEIXOEIRA

Quatro homens residentes na Ameixoeira, em Lisboa, foram detidos no dia 10, pela PSP, na posse de quatro caçadeiras e 380 doses de haxixe. Os homens eram temidos pelos moradores e até por funcionários camarários, pois não tinham pudor em exibir as armas e muito menos em dispará-las no bairro.

DESACATOS NAS OLAIAS

Desacatos provocados pela ocupação de uma casa, no Bairro Portugal Novo, nas Olaias, em Lisboa, estiveram na origem dos disparos ocorridos na tarde do passado dia 8. Um conflito entre as comunidades cigana e negra que obrigou à intervenção de mais de 100 elementos da PSP.

REALOJADOS

O Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, é composto por prédios construídos entre 1977 e 2003 para realojar moradores que residiam em casas abarracadas na Musgueira, Calvanas e Galinheiras.

Sofia Rêgo
Fonte: Correio da Manhã

Freeport: investigadores sofrem pressão

O Secretário Geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, disse, em entrevista à TVI, que os investigadores do caso Freeport sofrem pressões.

«Há pressões, as pressões existem, mas são públicas», afirmou João Palma, adiantando ainda que «há outras que não são públicas e que existem também», em relação às quais João Palma não avança com esclarecimentos.

«O Ministério Público segue atentamente essas pressões, sabe que elas existem», disse ainda o secretário geral, alegando que se tais pressões continuarem, o MP «vai ter que provavelmente tomar uma posição pública sobre isso».

João Palma afirma ainda que, neste momento, com todas estas pressões, os procuradores responsáveis pelo processo não têm a serenidade que deveria haver para trabalhar.

O secretário geral contrariou, desta forma, as declarações do Procurador Geral da República.

Fonte: TVI24

Assaltos com armas de fogo aumentaram mais de 60%

28 Março 2009 - 00h30

Criminalidade: Números da PJ demostram subida dos roubos

Assaltos com armas de fogo aumentaram mais de 60%

Especialmente vocacionada para investigar crimes graves e violentos, a Polícia Judiciária registou um maior crescimento do número de ocorrências registadas em 2008. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, a PJ teve um crescimento de 22,7% nos casos registados, a maior parte dos quais se devem a roubos.

Os números relativos à actividade da PJ mostram que, no ano passado, foram investigados 3172 roubos com recurso a arma de fogo (o que representa um crescimento de 60,2%) e 3541 roubos de outro tipo (mais 54,63%).

Analisando o número de roubos pelo tipo de estabelecimentos atacados, constata-se que os bancos, estações dos CTT e empresas de transporte de valores são os que mais cresceram, com um aumento de 52% em relação a 2007. A resposta do principal órgão de investigação criminal a este tipo de crimes também foi mais eficaz, com um aumento das taxas de resolução (mais 50%) e de detenções (mais 32,5%), uma tendência que se acentuou após os meses de Verão.

Durante o ano de 2008 a PJ fez 1677 detenções, sendo que 721 dos detidos ficaram em prisão preventiva. A distribuição dos casos ao longo do ano mostra uma queda abrupta entre os meses de Junho e Agosto – altura em que, tradicionalmente, os níveis de criminalidade costumam baixar.

No entanto, o último Verão trouxe um anormal crescimento da criminalidade violenta, o que explica que se tenha passado de 90 detenções em Agosto para 194 em Setembro e 183 em Outubro, os dois valores mais elevados do ano.

Almeida Rodrigues, director nacional da Polícia Judiciária, sublinha que a PJ teve uma resposta "claramente positiva" à subida da criminalidade grave, procedendo a "inúmeras detenções".

Quanto aos crimes praticados com armas de fogo, o director nacional da PJ lembra que se verificou um "pico" no Verão passado, nos meses de Agosto e Setembro, mas defende que esses níveis de criminalidade "melhoraram substancialmente", possibilitando que haja alguma "pacificação e clima de segurança".

"ESTE ANO HOUVE UM ANORMAL SURTO DE CRIMES VIOLENTOS": Carlos Anjos, Presidente da ASFIC/PJ

Correio da Manhã – 0s números da PJ mostram uma queda abrupta das detenções no Verão e depois uma grande subida em Setembro. O que causou esta variação?

Carlos Anjos – 0s meses de Julho e Agosto registam, normalmente, uma queda dos resultados absolutos, por duas razões: cerca de um terço do efectivo da PJ está de férias e o crime abranda nesta altura. Este ano houve um anormal surto de crimes violentos, o que levou a que muitos inspectores fossem chamados. Os resultados apareceram em Setembro.

– Seria útil pensar num outro sistema de férias na PJ?

– Objectivamente, é impossível prever o que vai acontecer. Ninguém de bom senso pode dizer quando é que vai aumentar a criminalidade.

– Como explica que se verifique uma maior percentagem de casos de homicídio por resolver?

– Em 2008 aconteceram muitos homicídios no último trimestre do ano. Assistimos a um final de ano dramático. É normal que estes processos tenham transitado para 2009 ainda por resolver. A eficácia da Polícia Judiciária continua a ser muito elevada.

PJ REGISTA MAIS CASOS DE HOMICÍDIO AINDA POR RESOLVER

Em 2008 verificaram-se 145 homicídios, mais 12 do que no ano anterior. A PJ deteve 88 pessoas por este crime, sete delas mulheres. Somando aos casos do ano os processos pendentes na Polícia Judiciária, foram investigados 494 homicídios (que inclui crimes na forma tentada ou por negligência) mais 29 do que no ano anterior.

A PJ analisa em percentagem os casos de homicídio que foram concluídos em cada ano em relação ao total de processos em curso, o que permite verificar que a proporção de processos finalizados – em que foi deduzida uma acusação pelo crime de homicídio – baixou para cerca de 40% no ano passado, valor muito inferior ao de 2006 (cerca de 70% de casos resolvidos) e de 2007 (60%). Em consequência destes factos, a percentagem de processos em curso subiu para 33%, o que o relatório justifica com "a proximidade da pesquisa de dados face à data de investigação dos mesmos", sinal de que houve mais crimes de homicídio no final de 2008.

José Carlos Marques
Fonte: Correio da Manhã

“O crime está a matar Setúbal”

28 Março 2009 - 21h00

Segurança: Moradores e comerciantes vivem com medo dos assaltos

“O crime está a matar Setúbal”

Medo. "De ser assaltado", "esfaqueado", "de ter uma arma apontada à cabeça". "De ser agredido", "de perder o carro". "De ser morto." Este é o sentimento que domina uma cidade inteira: Setúbal. A mesma onde se registou 38 532 crimes em 2008, a mesma onde a simples aproximação de dois homens que querem fazer uma pergunta – a equipa que realizou esta reportagem – causa temor. A desconfiança é permanente. Na Baixa, zona nobre por excelência, ainda é pior. Lojas e cafés fecham cada vez mais cedo. E nem a presença dos reforços do Corpo de Intervenção da PSP traz alguma tranquilidade face à onda de criminalidade que assusta a cidade.

É este o caso de Fernanda Correia, mulher do ourives assassinado em Agosto do ano passado durante um assalto. Vive 'sempre trancada', a apenas cem metros da Câmara Municipal, onde param as carrinhas da polícia. Reabriu a Jóias do Bocage 'depois de ter colocado grades na porta e tirado o ouro da loja'. A venda deu lugar ao 'arranjo de relógios, fios e pulseiras'. O atendimento é feito através do pequeno postigo. A ourivesaria está aberta, mas a porta fechada. O negócio quase acabou. 'Por medo.'

A poucos metros, uma loja de brinquedos, assaltada 'há coisa de uma semana'. O dono não quer a identidade divulgada mas enumera os problemas de segurança da cidade. Demora a terminar, tal é a dimensão da lista. Acaba a lamentar o potencial que a cidade tinha e que entretanto se perdeu. 'E as consequências para o negócio.'

'Até o tipo de casas que as pessoas compram mudou no último ano. Já ninguém quer viver isolado numa vivenda', diz Fernando Trovão, um promotor imobiliário, alvo em 2008 de um carjacking à porta da casa de José Mourinho. 'A cidade é perigosa e a violência gratuita. Setúbal tinha tudo para ser um sucesso. Mas o crime está a matar a cidade', lamenta.

PAGAR PELA SEGURANÇA

Se na Baixa de Setúbal os estabelecimentos comerciais fecham cada vez mais cedo, junto às docas há quem opte por pagar à PSP para manter a porta aberta. Vítimas de um assalto à mão armada a 7 de Fevereiro, os proprietários do Pancada do Mar já instalaram um sistema de videovigilância no café, mas 'como nem isso resulta', fizeram o pedido à PSP para ter um agente à porta. 'Estamos à espera de resposta. Não sei se será solução, mas depois daquele assalto, ceguei', relata Isabel Trindade. 'Antes levava uma vida normal. Agora estou sempre desconfiada das pessoas que entram no café. E até em casa sinto medo ao mais pequeno barulho', confessa.

'JÁ TODOS FOMOS ASSALTADOS'

Ao volante das centenas de táxis que circulam diariamente em Setúbal também se vive o medo. 'A cidade é super insegura. Acontecem assaltos constantemente. Garanto--lhe que não há um colega que não tenha sido assaltado', diz Alberto Lopes, na praça há mais de 20 anos. 'Em Abril faz um ano que fui eu a vítima. Na mesma noite ‘fizeram’ outro colega', garante. O testemunho é quase repetido por Júlio Sousa, de 36 anos, 12 dos quais como taxista na cidade sadina. A sua vez chegou em Dezembro: 'Encostaram-me uma faca ao pescoço e levaram o dinheiro que tinha feito nesse dia. Agora já não trabalho à noite. E mesmo de dia, por exemplo, se for para o bairro da Bela Vista só paro em frente à esquadra.' Três taxistas depois e concluímos que as história são as mesmas. Varia apenas o dia e o local. 'Enquanto o sentimento de impunidade não acabar, estamos feitos', diz Júlio Sousa. De acordo com os dados oficiais do Ministério da Administração Interna, em 2008 houve 18 alarmes reais de assaltos a taxistas em Setúbal.

'FALTAM MEIOS POLICIAIS EM PERMANÊNCIA': MAria das Dores Meira, Presidente Câmara Setúbal

Correio da Manhã – Considera Setúbal uma cidade segura?

Maria das Dores Meira – Setúbal é uma cidade com níveis de segurança equiparáveis a qualquer outra capital de distrito, mas onde existe manifestamente uma falta de meios policiais em permanência.

– Existe uma onda de criminalidade na cidade?

– É inegável que houve uma aumento da criminalidade, embora, por razões de agenda dos próprios media, a atenção sobre o que aqui se passa tenha redobrado, o que pode criar uma realidade que não corresponde inteiramente ao que se está a passar.

– Concorda com a instalação de um sistema de videovigilância na Baixa da cidade?

– Não. Coloca em causa o direito à privacidade de quem anda nas ruas da Baixa. Depois, além da reduzida eficácia do sistema a responsabilidade de garantir a segurança dos cidadãos é do Estado e das suas forças de segurança.

– Atravessaria, sozinha e a pé, a Baixa da cidade à noite?

– Faço-o quase diariamente.

'LADRÕES DE QUINTAL'

Três brasileiros à conversa num banco da praça do Bocage. Vieram de Minas Gerais. O mais velho há cinco anos. Os outros 'foram chegando'. Um é serralheiro naval, outro soldador e o terceiro trabalha com empilhadores. Negam a presença de grupos organizados em Setúbal, mas admitem que parte da criminalidade é gerada por conterrâneos. 'É gente muito nova. Aquele criminoso inexperiente que nós no Brasil chamamos de pega-galinha, que roubam no quintal dos vizinhos', diz José Santos, 30 anos. 'Esse é o problema. Pega--galinha no Brasil chega a Portugal e passa ser ladrão de primeira categoria', conta José Filho, de 44 anos.

UM ROSTO ENTRE 131 CARJACKINGS

Fernando Trovão, promotor imobiliário, é uma da 131 vítimas de carjacking em 2008 no distrito de Setúbal. Numa manhã de Setembro esperava pelos filhos à porta de casa e foi ameaçado com armas de fogo. O carro levado pelos ladrões foi recuperado no dia seguinte depois de ter sido usado num assalto a uma caixa ATM no Algarve. 'O pior é o sentimento de impotência. Vendi logo o carro e agora uso um carrode serviço, que anda devagar e não chama a atenção de ninguém.'

PORMENORES

OURIVES BALEADO

A PJ de Setúbal terminou esta semana a investigação, tutelada pela 2.ª Secção do Ministério Público local, ao homicídio do ourives José Pereira. Edivaldo Rodrigues, o brasileiro que em Agosto de 2008 abateu o homem com um tiro na cabeça, vai responder por homicídio qualificado.

GANG DO ATM CONTINUA

São cerca de 20 elementos, vivem no bairro da Bela Vista e estão por detrás de centenas de roubos de ATM – já arrecadaram perto de dois milhões de euros. Três foram capturados em 2008, mas os assaltos continuam.

NOTAS

RASI: 38 532 CRIMES

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), em 2008 registaram-se 38 532 crimes no distrito de Setúbal, mais 3,2% do que no ano anterior. Cerca de 700 foram violentos

FARMÁCIA: OUTRO ASSALTO

Anteontem, pelas 19h45, três encapuzados assaltaram a farmácia Cunha Pinheiro, na rua da Camarinha. De arma em punho, acabaram por levar 300 euros da caixa registadora

PSP: O MENOR RÁCIO DO PAÍS

Em Setúbal há um polícia para 400 habitantes. No resto do País há um por cada 200 cidadãos. Em 2008, a PSP de Setúbal herdou mais cem mil habitantes, mas nenhum agente

João C. Rodrigues
Fonte: Correio da Manhã

Sócrates é «corrupto», diz Smith em DVD


«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.

Veja aqui o vídeo
Reacção de José Sócrates

A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

Contactado pela TVI, João Cabral recusou fazer qualquer comentário sobre o conteúdo do DVD.

A conversa que incrimina Sócrates

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido...
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...

Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.

Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.

Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem...
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa».


Alan Perkins: Facturaram profissionalmente...
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: Entrou na vossa conta...
Charles Smith: Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins: Como sacou o dinheiro?
Charles Smith: Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos... Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorou dois anos a pagar isso!
Alan Perkins: Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith: Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins: A quem? Imagino que o ministro...
Charles Smith: Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido
João Cabral: Um primo
Alan Perkins: Ele tem um primo?
Charles Smith: Sim

Alan Perkins: Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e...
Charles Smith: Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins: Um milhão!
Charles Smith: Compreendo que a Freeport se queira distanciar...
Alan Perkins: 150 mil passaram pela vossa conta... você pagou isso?
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith: Exactamente.

Alan Perkins: Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith: Eh... não, não foi... Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso. Inicialmente esteve, mas...
Alan Perkins: É ele o ministro?
Charles Smith: Ele agora é o primeiro-ministro!
Alan Perkins: Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro, mas recebeu-o através do primo, ou...
Charles Smith: Sim, sim!

Alan Perkins: Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith: Foi em... deixei-me ver a tabela. João foi em Março de 2002?
João Cabral Foi aprovado.
Alan Perkins: Então, quando foram efectuados os pagamentos?
Charles Smith: Em 2002, 2003.

Alan Perkins: Por que foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo...
Charles Smith: É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins: Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral Sim.
Alan Perkins: Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral: Certo.

Alan Perkins: Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral: O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que a gente tem medo de não pagar... É melhor continuar a pagar.
Charles Smith: O que aconteceu foi na fase em que ele disse: «Eu consigo que vos aprovem isto».
Alan Perkins: Sim...
Charles Smith: «Falem com o meu primo». Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: «Vamos conseguir essa aprovação».

Fonte: TVI24

sexta-feira, 27 de março de 2009

Criminalidade: «Alguma atenção» aos imigrantes

O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Mário Mendes, defendeu esta quinta-feira que as autoridades têm que «seguir com alguma atenção» a ligação do crime às comunidades imigrantes, noticia a Lusa.

Portugal expulsa dois mil imigrantes

Ressalvando não estar a fazer qualquer «associação directa», o secretário-geral do SSI referiu que muitas das comunidades imigrantes vivem nos centros urbanos, não estão integradas e numa situação de crise «diminuiu a capacidade de acolhimento do Estado».

Carjacking volta a subir

«Se esta capacidade se esgota, há o risco de estas comunidades poderem cometer crimes. Com a agravante de importar modelos de crime dos países de origem», alertou.
O juiz conselheiro Mário Mendes falava na cerimónia de apresentação do Relatório de Segurança Interna, que indica um aumento de 10,8 por cento na criminalidade violenta e uma subida de 7,5 por cento da criminalidade em 2008 geral face a 2007.

Aumento de crimes deve-se à reestruturação das polícias

Mário Mendes destacou também o aumento das armas de fogo nos assaltos e a repetição dos locais do crime, como os bancos que são mais do que uma vez roubados. «As armas de fogo são cada vez mais utilizadas nos assaltos», disse Mário Mendes, que adiantou ainda que verifica-se com «frequência» o recurso à imitação de armas, nomeadamente de plástico, mas tal não «diminuiu a gravidade do fenómeno», uma vez que a «vítima enraíza na consciência que está perante uma arma de fogo».

Menos investigações a casos de pedofilia

Mário Mendes justificou aumento da criminalidade com as alterações no dispositivo territorial da GNR e da PSP realizadas em Março de 2008. De acordo com o secretário-geral do SSI, a «necessidade de adaptação» do dispositivo foi «aproveitada pela prática de um maior número de crimes».

«Novidades não são boas», diz ministro

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, realçou que «o primeiro alvo a combater é o crime violento e grave» e destacou que as forças de segurança «estão preparadas para responder à criminalidade».

Na «criminalidade as novidades não são boas, os números inspiram preocupação», disse Rui Pereira, fazendo ainda uma comparação com os dados de 2007 e 2006. Segundo Rui Pereira, a criminalidade grave e violenta desceu 10,5 por cento em 2007 face a 2006.

«Em 2008 perdemos aquilo que tínhamos conquistado em 2008. A ambição é repetir o bom resultado de 2007», realçou. O ministro afirmou também que Portugal continua «a ser um país seguro», sendo «apenas ultrapassado pela Irlanda» no contexto europeu.

Fonte: TVI24
26 Março 2009 - 18h40

Relatório Anual de Segurança Interna divulgado hoje

Criminalidade violenta aumenta 10,8% em 2008

O Relatório Anual de Segurança Interna, apresentado esta quinta-feira no Ministério da Administração Interna, aponta para um aumento de 10,8% da criminalidade violenta e grave no ano de 2008 em comparação com o ano anterior. Nesta área, registaram-se 24.317 ocorrências de criminalidade violenta e grave, correspondentes a mais 2.370 casos. Quanto à criminalidade geral, as forças de segurança contabilizaram um total de 421.037 crimes (mais de 1.100 por dia) o que representa um aumento de 7,5% face a 2007.

Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro e Braga são as cidades portuguesas com maior taxa de criminalidade no ano de 2008. A capital lidera em crimes, tendo ocorrido no ano passado 110.211 casos, o que dá um aumento de mais de 10% face a 2007. No entanto, Leiria e Aveiro foram os distritos onde se registou uma maior subida da criminalidade. O primeiro com 16.060 casos (aumento de cerca de 15%) e Aveiro com 26.087 crimes (aumento de 14.5%). De salientar que o distrito de Beja e a Região Autónoma da Madeira registaram uma diminuição no número de ocorrências.

O carjacking aumentou cerca de 22,59 por cento em 2008. Lisboa, com 231 incidentes, Porto, com 151, e Setúbal, com 131, continuaram a ser os distritos com mais casos.

Entre os crimes violentos destacam-se os roubos a estações de correios (mais 92 casos), a bombas de gasolina (mais 230) e a bancos (mais 122). Verificaram-se também 230 roubos a bancos, 471 assaltos a postos de abastecimento de combustível e 124 a estações de CTT. Foram ainda assaltadas 47 carrinhas de transporte de tabaco e 159 farmácias.

Os homicídios também aumentaram (mais 12 casos) e igualmente os crimes de ofensa à integridade física (mais 98), de rapto (mais 51) e violação (mais 11).

O terceiro trimestre de 2008 foi o pior do ano, tendo atingido a criminalidade violenta uma subida de 16,84 por cento, registando-se no entanto uma desaceleração a partir de Outubro.

TRINTA MIL CASAS ASSALTADAS EM 2008

No ano passado foram assaltadas perto de 30 mil casas, o que dá um aumento de 33% relativamente ao ano anterior. Em 2008 ocorreram mais 7330 furtos a residências com arrombamento, escalamento ou chaves falsas.

DEZ MORTES POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

No ano de 2008, dez pessoas morreram vítimas de violência doméstica. O Relatório indica que foram prestadas 2312 queixas mensais, o que equivale a 76 queixas diárias às autoridades. Os números evidenciam um aumento de 35,2 por cento de queixas apresentadas. Oitenta e cinco por cento das vítimas é mulher, casada e tem uma idade média de 39 anos. Os agressores são normalmente homens casados, na ordem dos 40 anos. A maior incidência de queixas registou-se nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Em 46% dos casos, os filhos menores assistiram às agressões, que na maior parte das vezes resultaram em ferimentos ligeiros para as vítimas.

APREENSÕES DE HAXIXE LIDERARAM EM 2008

Mais de 61 toneladas de haxixe foram detectadas em 2008, o que representa um aumento de 37,23%. As apreensões de heroína também aumentaram 9,7 por cento, com 67,7 toneladas apreendidas. Quanto à cocaína, o número de apreensões baixou 33,8%. O mesmo aconteceu às pastilhas ecstasy: de 70.591 pastilhas em 2007 para 70.476 no ano passado.

Em 2008 foram detidos 3.152 portugueses relacionados com o tráfico de droga, o que representa um aumento de 0,38 por cento. No entanto as detenções de estrangeiros diminuíram:778 em 2008 contra 821 em 2007, um decréscimo de 5,53 por cento.

138 CASOS DE TRÁFICO DE SERES HUMANOS

As autoridades portuguesas detectaram 138 casos de tráfico de seres humanos, a maior parte mulheres brasileiras (102) e moçambicanas (6). As restantes da Croácia, Roménia, Colômbia e Portugal. A maior parte das vítimas apresenta uma média de idades de 30 anos.

Magali Pinto
Fonte: Correio da Manhã

Silves - Bomba assaltada mais de 20 vezes

27 Março 2009 - 00h30

Algoz: Dono de posto de combustíveis desesperado

Bomba assaltada mais de 20 vezes

O dono de um posto de combustíveis, situado em Algoz (Silves) e que funciona desde meados da década de 90, está desesperado com o grande número de furtos e assaltos de que tem sido vítima. "Já foram mais de 20 e, pelo menos, seis à mão armada", conta José Manuel da Silva, que na madrugada de ontem sofreu mais uma investida dos gatunos. Estes voltaram a atacar na vila já em pleno dia, mas desta feita o alvo foi uma loja de gás.

"A minha mulher já me pediu para deixar isto", afirma José Manuel da Silva, enquanto mostra a janela por onde entraram os larápios, depois de partirem o vidro. Já dentro do posto (que estava encerrado), e provavelmente com recurso a um pé-de-cabra, arrombaram uma porta. Foram até à máquina registadora, que atiraram ao chão, mas não encontraram dinheiro. "O pior são os prejuízos", explica o proprietário, que acredita que "alguma coisa deve tê-los assustado, dado que não levaram nada de valor".

José Manuel da Silva possuiu uma outra bomba de gasolina em Algoz, que também recebe frequentes ‘visitas’ dos larápios. "Na sexta-feira roubaram-me seis garrafas de gás", salienta. O empresário admite colocar sistemas de videovigilância, mas "o problema é que o dinheiro não é elástico".

Já durante o dia, um outro estabelecimento de Algoz foi alvo de furto. "Durante a hora de almoço, entre as 12h30 e as 14h00, arrombaram-me uma porta e levaram moedas que tinha na registadora. Nem sei quanto foi", refere Carlos Simões, dono da Algoz Gás. O empresário queixa-se de "falta de policiamento na povoação".

José Carlos Eusébio
Fonte: Correio da Manhã

Matosinhos: Julgamento de um dos membros do gang da Lapa

27 Março 2009 - 00h30

Matosinhos: Julgamento de um dos membros do gang da Lapa

“Matei-o com um tiro e escondi-o”

Cláudio, um dos membros do gang da Lapa acusado de matar Igor, de 15 anos, na noite da Passagem de Ano de 2004 para 2005, surpreendeu ontem o colectivo de juízes do Tribunal de Matosinhos ao confessar a autoria do crime.

O arguido, em prisão preventiva no âmbito de outro processo, decidiu falar na recta final do julgamento para assumir que foi ele quem disparou a arma que atingiu mortalmente o menor.

"Estávamos a passar a arma uns para os outros e fingíamos disparar. Quando apontei a arma ao Igor estava convencido que a pistola não tinha carregador, mas tinha, e eu matei-o", afirmou Cláudio. O jovem confessou ainda que depois de matar Igor decidiu ocultar o corpo.

"Estava com medo, era muito novo e só pensava que tinha acabado de matar um amigo. Não queria que soubessem o que tinha feito, por isso escondi-o atrás de um prédio e fugi", confessou ainda.

Depois de ouvir o depoimento de Cláudio, o Ministério Público pediu uma pena de oito a 16 anos de prisão para o arguido, pelo crime de homicídio voluntário.

O procurador do MP pediu ainda a absolvição dos co-arguidos no processo, Agostinho e Maria Augusta, moradores no apartamento onde Igor foi morto e que estavam acusados do crime de omissão de auxílio.

Já a advogada de defesa, Noémia Pires, pediu ao colectivo de juízes que Cláudio seja julgado como jovem adulto, o que em caso de condenação implica uma redução da pena.

A leitura do acórdão está marcada para o dia 16 de Abril.

Ana Isabel Fonseca

Amadora: apanhados a sequestrar mulheres durante assalto

27 Março 2009 - 00h30

Amadora: apanhados a sequestrar mulheres durante assalto

“Só pedia para não a matarem”

Quase a sufocar com o dedo do assaltante a pressionar-lhe a carótida, L. só pensava nas duas filhas menores e na mãe, que sofre de insuficiência renal. Com 39 anos, trabalha há 23 na Móveis Malho, na Damaia, Amadora, onde anteontem foi sequestrada por dois homens – que, num golpe de sorte, acabaram por ser detidos pela PSP.

"Ela só pedia para não a matarem", conta ao CM a proprietária, adiantando que um dos assaltantes visitou a loja no dia anterior.

"Entrou aqui e disse-me: ‘A senhora não desconfie de mim só porque eu estou assim vestido. A minha mãe tem muito dinheiro e eu posso comprar-lhe isto tudo." Assegurou que voltava no dia seguinte e cumpriu. Entrou de rompante, com a cara escondida por uma meia de licra – e levava um amigo que usava óculos de sol. Eram 19h10. L. e a patroa preparavam-se para fechar a loja. Empurradas, foram levadas para um quarto recôndito. Depois, enquanto um dos homens coagia a empregada, o outro perguntava pelo dinheiro. Até ser surpreendido por um polícia, que já estava alerta depois de os ver entrar na loja.

Com 18 e 26 anos, os dois homens foram detidos. Ambos tinham facas nas meias. Um chama-se Miguel e reside no Cacém, em Sintra. No bolso tinha já a chave do cofre da loja. E durante todo o assalto tentou passar por brasileiro, imitando o sotaque estrangeiro.

Sofia Rêgo
Fonte: Correio da Manhã

Disparam roubos a bancos e CTT

27 Março 2009 - 00h30

Criminalidade: Relatório de Segurança Interna de 2008

Disparam roubos a bancos e CTT

O aumento brutal no número de assaltos a bancos, estações de correio, bombas de gasolina e farmácias destaca-se no Relatório de Segurança Interna de 2008, divulgado ontem. A justificação é simples: a crise faz com que os assaltantes escolham locais onde há dinheiro vivo, em vez das ourivesarias e outras lojas onde teriam de fazer escoar os artigos por receptadores.

Os assaltos a estações dos correios e de repartições da fazenda pública são alarmantes: entre 2007 e 2008 houve um crescimento de 287,5%: de 32 casos, passou-se para 124. A esmagadora maioria dos casos refere-se a assaltos a estações dos CTT, embora um dos casos mais violentos seja o ataque às Finanças de Sacavém, em que dois homens armados ameaçaram funcionários e fugiram com dois cofres.

Eduardo Rita, do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, confirma ter sentido um aumento dos assaltos, e exemplifica: 'Sabemos que no Monte da Caparica há uma estação que já foi assaltada três vezes no mesmo ano. Os casos sucedem-se.' Os CTT de Nova Oeiras, onde anteontem um homem foi morto num assalto falhado (ver pág. 10), já foram atacados quatro vezes este ano. O sindicalista acusa a administração dos CTT de tentar esconder esta realidade e pede que seja dado 'apoio psicológico' às vítimas destes crimes.

Em relação aos bancos, há a registar uma subida de 113%. Os 230 casos de 2008 representam mais 122 do que no ano anterior, facto comentado ontem pelo juiz Mário Mendes, secretário-geral de Segurança Interna: 'Os bancos têm cada vez menos dinheiro em caixa, o que leva a que os grupos criminosos repitam os crimes.' Alertou para maior frequência do uso de armas de fogo em assaltos, situação recorrente nos assaltos a gasolineiras (aumentaram 95%, com 471 casos) e farmácias (uma subida de 169%, de 59 casos aumentou para 159).

Apesar do aumento da criminalidade geral (7,5%) e da criminalidade grave (10,8%), Mário Mendes sublinha que Portugal é 'o segundo país da Europa com menos crimes participados, logo atrás da Irlanda'.

USAM ARMAS FALSAS NO CRIME

Mário Mendes, secretário-geral de Segurança Interna, frisou ontem na apresentação do Relatório o aumento do uso de armas de fogo em assaltos. Ao mesmo tempo, o magistrado disse que é também 'cada vez mais frequente serem detidas pessoas em flagrante delito que usam armas de plástico ou pistolas de alarme' para fazer assaltos, aproveitando o medo que os objectos suscitam nas vítimas.

MAIS MULHERES AGREDIDAS

A violência doméstica matou dez pessoas no ano passado, com mais de 23 475 queixas apresentadas, na maior parte por mulheres. Segundo o RASI, três portugueses em cada mil recorreram às polícias por causa do fenómeno. Foram quase duas mil queixas mensais, uma média de 76 por dia, a maior parte apresentada à PSP. A vítima tipo é mulher, casada, tem 39 anos e é agredida pelo cônjuge ou companheiro. O mês com mais queixas foi Agosto, com incidência na segunda-feira e domingo. 46% das agressões foram presenciadas por menores.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ÁLCOOL AO VOLANTE

Segundo o ministro da Administração Interna, as denúncias de crimes de violência doméstica e de condução com álcool representaram cerca de 25% do total de crimes participados em 2008. 'Os 421 037 crimes que o Relatório Anual de Segurança Interna do ano passado refere, colocam-nos nos níveis de crime registados em 2003 e 2004', concretizou Rui Pereira. Já no que toca ao crime violento, que em 2008 subiu 10,8%, o governante sublinha que no 4º trimestre, 'o mesmo subiu apenas 4,9%'.

SEGURANÇA: REESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL DEU-LHES MAIS 15,2% DE CRIMES

PSP RECEBEU MAIS DENÚNCIAS

A PSP recebeu no ano passado mais 15,2% de participações de crimes do que em 2007. Aquela polícia justifica a subida de 28 282 crimes com o aumento da área que ficou sob sua responsabilidade após as mudanças nos dispositivos territoriais implementadas pelo Governo em Janeiro de 2008. A GNR perdeu área e população e, em consequência, os crimes nos locais sob o seu patrulhamento diminuíram 1%.

Os líderes máximos das duas forças de segurança reconheceram isso mesmo ao CM. O director nacional da PSP, Oliveira Pereira, esclareceu que 'de Março a Dezembro de 2008 a PSP recebeu um acréscimo de 500 km2 de território para patrulhar, e um consequente aumento de 610 mil habitantes'.

O Relatório de Segurança Interna do ano passado reflecte isso, já que só na área da PSP foram denunciados 215 024 crimes, um aumento de 15,2% face às 186 742 denúncias de 2007. 'Registámos um especial acréscimo nas denúncias de violência doméstica', concretizou Oliveira Pereira.

A GNR foi receptora de menos queixas. 'Perdemos área para patrulhar e população para guardar, para a PSP', explicou ao CM o comandante-geral da Guarda, Nélson Santos. 190 074 crimes foram denunciados nos postos da GNR, uma descida de 1% face às 192 022 ocorrências de 2007. 'As operações de prevenção ajudaram a estes resultados', disse Nélson Santos.

GRUPOS RADICAIS

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) sublinha as actividades de grupos de extrema-direita, ligados a movimentos neonazis, e uma maior actividade de radicais de esquerda, relacionados com movimentos antiglobalização.

Quanto ao terrorismo, não foram encontrados em Portugal indícios da presença de grupos perigosos.

PORMENORES

29 654 CASAS ROUBADAS

No ano passado foram assaltadas 29 654 residências com arrombamento, escalamento, ou chave falsa, mais 7330 do que em 2007.

MENOS CRIMES SEXUAIS

Forças de segurança abriram, em 2008, 1382 inquéritos de crimes sexuais contra menores, menos 3,1% do que em 2007. Foram registados 995 abusos a crianças.

597 CARJACKINGS

Foram feitas 597 queixas de roubo violento de veículos com ameaça de força ou armas (carjacking), um aumento de 22,59% face a 2007.

SEGURANÇA EM NÚMEROS

CRIMINALIDADE VIOLENTA

Total de crimes 5,8% / Variação (+10,8%)

Homicídio:

2008 - 145

2007 - 133

Agressão física grave:

2008 - 760

2007 - 662

Rapto e sequestro:

2008 - 493

2007 - 442

Violação:

2008 - 317

2007 - 306

Roubo por esticão:

2008 - 5357

2007 - 5424

Roubo na via pública (excepto esticão:

2008 - 10171

2007 - 9660

Assalto a banco ou a estabelecimento de crédito:

2008 - 230

2007 - 108

Assalto a bombas de gasolina:

2008 - 471

2007 - 241

Roubo a motorista de transporte público:

2008 - 228

2007 - 218

Extorsão:

2008 - 190

2007 - 211

Resistência e coacção sobre funcionário:

2008 - 1571

2007 - 1741

Carjacking:

2008 - 597

2007 - 487

CRIMES CONTRA PESSOAS

Total de crimes 23% / Variação (+1,5%)

Agressões:

2008 - 32672

2007 - 36650

Violência doméstica:

2008 - 23475

2007 - 17928

Ameaça e coacção:

2008 - 17816

2007 - 19394

Difamação, calúnia e injúria:

2008 - 7484

2007 - 8414

CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO

Total de crimes 57% / Variação (+13,9%)

Furto de veículo motorizado:

2008 - 25255

2007 - 23952

Furto em veículo motorizado:

2008 - 46385

2007 - 39651

Furto em residência:

2008 - 29654

2007 - 22324

Furto em edifício comercial ou industrial:

2008 - 16494

2007 - 15511

Furto por carteirista:

2008 - 14931

2007 - 14243

Outros furtos:

2008 - 37232

2007 - 32551

CRIMES CONTRA A VIDA EM SOCIEDADE

Total de crimes 11,2% / Variação (+6,4%)

Falsificação e passagem de moeda falsa:

2008 - 9315

2007 - 7908

Fogo posto em edifícios e meios de transporte:

2008 - 2403

2007 - 2410

Fogo posto em floresta:

2008 - 5934

2007 - 6685

Condição sob efeito de álcool:

2008 - 21359

2007 - 20597

Condição sem carta:

2008 - 18723

2007 - 21141

Detenção ou tráfico de armas:

2008 - 1989

2007 - 1441

DROGA APREENDIDA

Heroína (Kg)

2008 - 67,7

2007 - 61,7

Cocaína (toneladas)

2008 - 4,877

2007 - 7,362

Haxixe (toneladas)

2008 - 61,237

2007 - 44,623

Ecstasy (pastilhas)

2008 - 70476

2007 - 70591

Detidos por tráfico

2008 - 3930

2007 - 3961

AGENTES AGREDIDOS EM SERVIÇO

PSP

Mortos

2008 - 0

2007 - 0

Feridos graves

2008 - 4

2007 - 5

Feridos ligeiros

2008 - 495

2007 - 627

Total

2008 - 499

2007 - 632

GNR

Mortos

2008 - 1

2007 - 0

Feridos graves

2008 - 1

2007 - 6

Feridos ligeiros

2008 - 283

2007 - 394

Total

2008 - 285

2007 - 400

2008 - 145

2007 - 133

Agressão física grave:

2008 - 760

2007 - 662

Rapto e sequestro:

2008 - 493

2007 - 442

Violação:

2008 - 317

2007 - 306

Roubo por esticão:

2008 - 5357

2007 - 5424

Roubo na via pública (excepto esticão:

2008 - 10171

2007 - 9660

Assalto a banco ou a estabelecimento de crédito:

2008 - 230

2007 - 108

Assalto a bombas de gasolina:

2008 - 471

2007 - 241

Roubo a motorista de transporte público:

2008 - 228

2007 - 218

Extorsão:

2008 - 190

2007 - 211

Resistência e coacção sobre funcionário:

2008 - 1571

2007 - 1741

Carjacking:

2008 - 597

2007 - 487

CRIMES CONTRA PESSOAS

Total de crimes 23% / Variação (+1,5%)

Agressões:

2008 - 32672

2007 - 36650

Violência doméstica:

2008 - 23475

2007 - 17928

Ameaça e coacção:

2008 - 17816

2007 - 19394

Difamação, calúnia e injúria:

2008 - 7484

2007 - 8414

CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO

Total de crimes 57% / Variação (+13,9%)

Furto de veículo motorizado:

2008 - 25255

2007 - 23952

Furto em veículo motorizado:

2008 - 46385

2007 - 39651

Furto em residência:

2008 - 29654

2007 - 22324

Furto em edifício comercial ou industrial:

2008 - 16494

2007 - 15511

Furto por carteirista:

2008 - 14931

2007 - 14243

Outros furtos:

2008 - 37232

2007 - 32551

CRIMES CONTRA A VIDA EM SOCIEDADE

Total de crimes 11,2% / Variação (+6,4%)

Falsificação e passagem de moeda falsa:

2008 - 9315

2007 - 7908

Fogo posto em edifícios e meios de transporte:

2008 - 2403

2007 - 2410

Fogo posto em floresta:

2008 - 5934

2007 - 6685

Condição sob efeito de álcool:

2008 - 21359

2007 - 20597

Condição sem carta:

2008 - 18723

2007 - 21141

Detenção ou tráfico de armas:

2008 - 1989

2007 - 1441

DROGA APREENDIDA

Heroína (Kg)

2008 - 67,7

2007 - 61,7

Cocaína (toneladas)

2008 - 4,877

2007 - 7,362

Haxixe (toneladas)

2008 - 61,237

2007 - 44,623

Ecstasy (pastilhas)

2008 - 70476

2007 - 70591

Detidos por tráfico

2008 - 3930

2007 - 3961

AGENTES AGREDIDOS EM SERVIÇO

PSP

Mortos

2008 - 0

2007 - 0

Feridos graves

2008 - 4

2007 - 5

Feridos ligeiros

2008 - 495

2007 - 627

Total

2008 - 499

2007 - 632

GNR

Mortos

2008 - 1

2007 - 0

Feridos graves

2008 - 1

2007 - 6

Feridos ligeiros

2008 - 283

2007 - 394

Total

2008 - 285

2007 - 400

CRIMINALIDADE POR DISTRITO

Viana do Castelo

2007 – 6832

2008 – 7114

Variação - +5,8%

Braga

2007 -25100

2008 - 25173

Variação - +0,1%

Vila Real

2007 - 6013

2008 - 6147

Variação - +3,8%

Bragança

2007 - 4226

2008 - 4388

Variação - +5,4%

Porto

2007 - 61778

2008 - 64575

Variação - +6,2%

Aveiro

2007 - 23419

2008 - 26087

Variação - +14,5%

Viseu

2007 - 8448

2008 - 8763

Variação - +5,6%

Guarda

2007 - 3811

2008 - 3953

Variação - +7,2%

Coimbra

2007 - 13165

2008 - 14540

Variação - +13,7%

Castelo Branco

2007 - 5302

2008 - 5673

Variação - +8,6%

Leiria

2007 - 14287

2008 - 16060

Variação - +15%

Santarém

2007 - 14911

2008 - 14719

Variação - -0,04%

Portalegre

2007 - 3304

2008 - 3157

Variação - -3,7%

Lisboa

2007 - 101511

2008 - 110211

Variação - +10,4%

Setúbal

2007 - 37783

2008 - 38532

Variação - +3,2%

Beja

2007 - 4012

2008 - 3689

Variação - -7%

Faro

2007 - 27336

2008 - 28278

Variação - +6,6%

Madeira

2007 - 8285

2008 - 7514

Variação - -3,8%

Açores

2007 - 10907

2008 - 10976

Variação - +1,5%

Fonte: RASI

José Carlos Marques/Miguel Curado
Fonte: Correio da Manhã
27 Março 2009 - 00h30

Investigação: PJ reúne informação sobre homicidas de mediador de seguros

Assaltaram quatro vezes CTT de Oeiras

Do grupo de três assaltantes que abateu Noel Mendes com um tiro de caçadeira à queima-roupa, na quarta-feira à tarde, fazem parte elementos que já tinham assaltado a mesma estação dos CTT de Nova Oeiras, apurou o CM. Este gang ataca sempre com três ou quatro elementos, mas houve rotação entre os mesmos das quatro vezes que atacaram, desde o início do ano, aquela dependência dos correios.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Imigrantes ilegais suspeitos de roubo detidos na Amadora

25 Março 2009 - 18h25

Pela PJ

Suspeitos de roubo detidos na Amadora

A Polícia Judiciária deteve três homens, na Amadora, por suspeitas de roubarem e extorquirem mais de três mil euros a um homem, durante um ano e meio.

Os três detidos, dois deles com antecedentes criminais e que foram condenados por roubos à mão armada e tráfico de droga, estão agora acusados de roubo e sequestro qualificados, ameaças e ofensa à integridade física a um homem de 45 anos.

Os suspeitos tinham sido instados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a abandonar o País por estarem em situação irregular, mas não cumpriram, informou a PJ.

Filho viu os pais serem agredidos

26 Março 2009 - 00h30

Ermesinde: Conflitos já duram há mais de um ano

Filho viu os pais serem agredidos

Um menino de quatro anos viu os pais serem violentamente agredidos por um outro casal ontem, às 16h00, no Bairro das Saibreiras, em Ermesinde.

Marco Almeida, de 34 anos, e a esposa Liliana Alves, de 29 anos, foram agredidos com vários murros, pontapés e dentadas, enquanto o filho assistia a tudo lavado em lágrimas. Marco foi ainda esfaqueado no abdómen com uma faca de ponta e mola, estando internado em estado grave no Hospital de São João, no Porto.

Depois de ferir as vítimas, o agressor perseguiu ainda com uma faca uma tia de Liliana que trazia a sua filha de 21 meses ao colo. No entanto, a senhora conseguiu refugiar-se a tempo em casa com a bebé.

A agressão de ontem foi o culminar de um conjunto de conflitos entre as duas famílias – a das vítimas e a dos agressores – que duram há mais de um ano.

"Há algum tempo ela teve umas discussões com uma rapariga, que é irmã do homem que hoje lhe bateu. Desde esse dia, ela nunca mais teve descanso", relatou ao CM Carla Ribeiro, irmã da vítima.

O casal agredido tinha apresentado queixa na polícia há já alguns meses, facto que agravou os conflitos entre as famílias.

"Disseram que lhe iam dar uma lição, que se não retirasse a queixa matavam-na. Já não é a primeira vez. No outro dia apontaram-lhe uma pistola à cabeça" contou Carla.

Segundo testemunhas no local, juntamente com o casal de agressores estaria um outro homem. No entanto, desconhece-se a sua ligação aos outros dois elementos.

Ana Isabel Fonseca
Fonte: Correio da Manhã

Médico e filha de doente à pancada

26 Março 2009 - 00h30

Leiria: PSP obrigada a intervir no centro de saúde dos Pousos

Médico e filha de doente à pancada

Um médico de família e a filha de uma doente envolveram-se numa violenta cena de pancadaria, dentro de um consultório do Centro de Saúde dos Pousos, que obrigou à intervenção de uma patrulha da PSP. Os dois envolvidos formalizaram as queixas e realizaram exames médico-legais, estando o inquérito a decorrer no Ministério Público de Leiria.

Cecília Maria, de 40 anos, tinha ido acompanhar a mãe a uma consulta e acusa o médico de lhe ter "apertado o pescoço", enquanto a "encostava contra a porta". "Tentei defender-me e dei-lhe uma mordidela no braço. A partir daí, foi murros e pontapés de ambos os lados, até nos virem separar", explica.

A agressão ocorreu no consultório, na manhã de segunda-feira, quando o médico estava a ver exames de Maria Adelaide Coelho, mãe de Cecília Maria. "Ao ver os resultados das análises ao sangue, o médico disse à minha mãe que tinha de começar a tomar insulina e eu perguntei-lhe se não lê os processos dos doentes, porque ela toma insulina há três anos e ele é que a receita", conta Cecília, que logo de seguida solicitou o livro de reclamações. "Antes de começar a escrever, o médico apertou-me o pescoço", acusa.

O clínico, que pediu anonimato, contradiz a mulher, acusando-a de lhe ter "puxado o braço e mordido", assim que disse à paciente que era necessário "fazer uma insulina diferente" para "equilibrar a glicémia". "Veio direita a mim, pôs-me o dedo indicador na cara e disse-me para não me atrever a mudar a insulina da mãe", conta o médico, adiantando que a filha de Maria Adelaide o mordeu quando lhe foi pedido para se sentar. "Ao sentir a dor no braço empurrei-a e ela agarrou em tudo o que estava na minha secretária e atirou-me", acrescenta.

O médico trabalha há 28 anos no Centro de Saúde dos Pousos e ontem de manhã ainda esteve a dar consultas, mas anulou todas as marcações para hoje e amanhã.

PORMENORES

MARCAS NO CORPO

Cecília Maria queixa-se de ter marcas da agressão "em todo o corpo" que lhe causam dor.

HEMATOMA ENORME

O médico conta que a mordidela foi tão grande que formou um hematoma de sete por quatro centímetros.

Isabel Jordão
Fonte: Correio da Manhã

Assassinado à queima-roupa por um trio de ladrões quando saia dos CTT

26 Março 2009 - 00h30

Oeiras: Vítima foi confundida com agente da polícia

Morto à queima-roupa

Vestir calças escuras e camisa azul clara, em tudo semelhante à farda da polícia, foi fatal para Noel Mendes. O agente de seguros, de 61 anos, tinha acabado de registar uma carta nos CTT de Santo António de Nova Oeiras e saia de regresso a casa, a 250 metros. Foi assassinado à queima-roupa por um trio de ladrões que estava no local para assaltar os Correios e o confundiu com um PSP.

Pouco passava das 15h00 quando os três ladrões, aparentemente muito jovens, encapuzados e armados com duas caçadeiras de canos serrados, mataram Noel Mendes com um só tiro no abdómen. Ao que o CM apurou o homem gritou ao ver o trio armado, o que terá contribuído para o inesperado disparo à queima-roupa.

Os assassinos puseram-se em fuga, a pé, em direcção às traseiras do edifício. Para trás ficou a vítima, envolta numa poça de sangue. Ainda foi socorrida no local pelo INEM, mas acabou por morrer.

Ao que o CM apurou, aquela zona, por ser bastante calma e pacata, é regularmente alvo dos assaltantes. Aliás, o mesmo posto de Correios foi roubado há cerca de mês e meio, embora sem tanta violência. A Polícia Judiciária investiga agora se serão os mesmos ladrões – pelo menos a descrição dos suspeitos confere. Está já na posse da videovigilância dos CTT.

Os moradores não acreditavam no sucedido. Leila Cunha trabalha junto ao local e ao ouvir o disparo saiu logo à rua. "Ouvi um grande estrondo e vim ver o que se passava. Foi quando vi o senhor deitado no chão. O INEM chegou para socorrê-lo, mas de nada adiantou...", relata a testemunha, acrescentando que aquele posto – numa zona residencial, com jardins, um lago e prédios baixos – já foi assaltado pelo menos duas vezes este ano.

NOEL DE AZEVEDO MENDES DEIXA MULHER E TRÊS FILHOS

Noel Edgar de Azevedo Mendes nasceu em Malange, Angola, a 12 de Agosto de 1947. Casou por duas vezes e teve três filhos, o mais novo dos quais actualmente com 32 anos. Trabalhava como mediador de seguros em nome individual e por isso o escritório e a sua casa têm a mesma morada. Apesar disso, não era um homem muito conhecido na zona.

Na altura em que foi baleado tinha ido ao posto dos CTT para enviar uma carta registada. Estava a sair quando foi confrontado pelos assaltantes, que o confundiram com um agente da PSP.

De acordo com testemunhas, junto ao corpo de Noel de Azevedo Mendes ficaram alguns objectos pessoais como a carteira, o telemóvel, as chaves de casa e os óculos escuros.

No local estiveram a Polícia Judiciária, a PSP e os Bombeiros Voluntários de Oeiras.

"É A PROVA DE QUE O GOVERNO NÃO VIU SINAIS"

"Trata-se de mais um acto que confirma a tendência de aumento da criminalidade grave e violenta e põe em xeque a justificação governamental de que esse aumento se deve à crise." É desta forma que o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães resume a "morte perturbadora de mais um cidadão na periferia de Lisboa".

Recordando que em 2008 o crime violento aumentou 10%, Nuno Magalhães garante que o homicídio de ontem em Oeiras "não foi cometido por quem sofre com a crise, tal como o Governo tem anunciado. É um crime perturbante pelo carácter aleatório, mas também por se saber que o atirador pensava que estava a disparar sobre um agente da PSP".

As críticas são seguidas por Fernando Negrão, do PSD. "Trata-se da confirmação, para lá do aumento já conhecido, de que a criminalidade está a mudar. Há mais organização, mais sofisticação e os métodos usados são cada vez mais violentos", afirma o deputado.

"Ao contrário do que o Governo defende, não é apenas mais um caso isolado. É a prova de que o Governo fechou os olhos à realidade do nosso país e não viu os sinais que mostravam esta tendência", acrescenta Fernando Negrão.

Do lado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã confessou ao CM "lamentar muito a morte de um cidadão nestas circunstâncias e esperar que os criminosos sejam apanhados."

António Rodrigues, do PCP, admitiu que "este é um crime preocupante", mas que "não merece qualquer comentário especial por parte do Partido Comunista".

RELATÓRIO É HOJE APRESENTADO

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2008 é apresentado publicamente pelas 16h30 de hoje, no Ministério da Administração Interna, em Lisboa. O ministro Rui Pereira irá confirmar o aumento de 10,7% no crime violento, comparativamente a 2007. No ano passado foram participados 421 037 crimes, o que equivale a mais de 1100 crimes por dia. Destes, 24 313 foram crimes graves e violentos, salientando-se os assaltos a bancos e a bombas.

RUI PEREIRA, MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA: "OPERAÇÕES DE PREVENÇÃO BEM DIRECCIONADAS"

Correio da Manhã – Como comenta o homicídio de um transeunte à porta dos CTT de Oeiras?

Rui Pereira – Não comento crimes, cuja investigação compete às forças de segurança.

– O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008 é amanhã (hoje) apresentado. Que tendências do documento realça?

– Na segunda-feira, o documento foi analisado no Conselho Superior de Segurança Interna. Amanhã [hoje] de manhã será discutido no Conselho de Ministros, e apresentá-lo-ei pelas 16h30. O documento refere uma travagem do crime participado no quarto trimestre de 2008.

– Mas confirma-se o aumento quer do crime participado quer do crime violento?

– Registou-se um pico da criminalidade participada nos segundo e terceiro trimestres de 2008, mas uma evidente desaceleração no último trimestre.

– Que explicação para essa desaceleração?

– As operações de prevenção da criminalidade levadas a cabo pelas forças de segurança (GNR, PSP, Polícia Judiciária e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), por indicação governamental, e a persistência das mesmas, levaram a uma queda do crime.

– Esse sucesso ficou a dever-se a uma reestruturação do trabalho das polícias?

– Na segunda metade de 2008 registaram-se as primeiras transformações na estrutura territorial da PSP e da GNR, e com isso conseguiram-se progressos no combate ao crime. As operações de prevenção criminal foram direccionadas para onde deviam ser.

– Irá amanhã (hoje) apontar novas estratégias de combate ao crime para o ano de 2009?

– Já o fizemos no início deste ano. As novas admissões na PSP e GNR (dois mil novos efectivos), a lei de programação e instalações das forças de segurança e a aprovação das novas leis orgânicas foram as soluções apresentadas.

Magali Pinto/Miguel Curado com S.R./J.C.R.
Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 25 de março de 2009

Oeiras: homem morto durante assalto

Oeiras: homem morto durante assalto

Grupo de homens tentou assaltar estação de correios

Um homem, com 61 anos de idade, morreu esta quarta-feira à tarde, durante uma tentativa de assalto, numa estação de correios em Nova Oeiras, arredores de Lisboa, por três homens armados e encapuzados. O alerta foi dado às autoridades às 15h10 e o homem terá sido atingido no abdómen com um tiro de caçadeira.

O homem terá sido baleado porque estava vestido de azul e terá sido confundido como sendo da polícia, informaram fontes policiais, segundo a Lusa.

O cadáver ainda está no local, mas será removido dentro de momentos.

Os suspeitos estão em fuga e as autoridades ainda não os conseguiram identificar. Segundo fonte policial contactada pela tvi24.pt, algumas testemunhas dizem que o homem foi baleado quando saía dos CTT. O INEM ainda foi chamado, mas já teria encontrado a vítima sem vida.

Ainda não há certeza sobre o número de assaltantes, mas outra testemunha, garantiu à PSP que viu três homens encapuzados a fugir do local, a pé. No entanto, existe a possibilidade de uma viatura os aguardar numa rua próxima.

Também não é certo o número de disparos feitos pelos assaltantes, que acabaram por não conseguir concretizar o assalto à estação de correios.

A Polícia Judiciária de Lisboa já está a investigar a tentativa de assalto.

Fonte: TVI24

Silêncios e Coincidências

Silêncios e Coincidências

O líder dos «skinheads» portugueses, Mário Machado, continua preso, acusado de crimes vários, que deram gordas manchetes aos jornais da situação.

Entretanto os investigadores continuam a assobiar para o lado face às graves denúncias que Machado fez (curiosamente pouca antes da sua detenção) ao divulgar dezenas de documentos que mostram a existência de transacções em «off-shores», superiores a cem milhões de euros, em nome dos tios de Sócrates, Celestino e Júlio.

Um silêncio tão curioso quanto curiosa é a coincidência de tais transacções milionárias terem ocorrido no seguimento da aprovação da licença para o «Freeport».

Fonte: O Diabo

Menina de 12 anos violada e filmada

25 Março 2009 - 00h30

Águeda: PJ deteve violador e identificou jovens que gravaram a cena

Menina violada e filmada

Ana, nome fictício, tem 12 anos. Abandonada pelo pai quando ainda era bebé, vivia apenas com a mãe, que apresenta algumas deficiências cognitivas. Também Ana revela um atraso no desenvolvimento, embora frequentasse a escola C+S de uma freguesia periférica de Águeda. Há poucos dias, Ana foi vítima de abuso sexual por parte de um homem de 26 anos. Os actos sexuais foram gravados por outros dois rapazes – que têm 17 e 19 anos e que fizeram circular o vídeo da violação pela escola que a menor frequentava. A gravação foi passando de telemóvel em telemóvel, tornando a situação conhecida de todos.