terça-feira, 3 de março de 2009

PS "ataca" noticiário TVI

Liberdade de informação

PS considera noticiário da TVI digno da «República das Bananas»
O dirigente socialista José Lello acusou hoje a TVI de «perseguição pura e dura» ao PS e ao primeiro-ministro José Sócrates, considerando que esta é a estação televisiva que «mais abusa da liberdade de informação». Fazendo uso de palavras muito duras, Lello afirmou ainda que o noticiário apresentado por Manuela Moura Guedes «faria sucesso numa República das Bananas»

«A TVI é a estação que mais abusa da liberdade de informação, isso não me surpreende porque o seu director já era useiro e vezeiro a manipular a informação quando tinha um cargo idêntico na RTP»
, criticou José Lello, em declarações à Lusa.

As críticas do dirigente socialista surgem na sequência da troca de acusações durante o fim-de-semana entre o ex-secretário de Estado do PS Arons de Carvalho e o director-geral da TVI José Eduardo Moniz, a propósito do Congresso dos socialistas, que decorreu em Espinho.

Hoje, José Lello recusou quaisquer interferências do PS na liberdade de informação dos meios de comunicação social, mas lançou um duríssimo ataque à televisão independente.

«Há total liberdade de informação. Os demais órgãos de comunicação social, as demais televisões limitam-se à objectividade enquanto a TVI insiste na perseguição pura e dura ao PS e ao primeiro-ministro», criticou o deputado socialista.

José Lello estranhou também que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ainda não se tenha pronunciado sobre o Jornal Nacional que a TVI transmite às sextas-feiras, apresentado por Manuela Moura Guedes.

«Só me admiro da passividade da ERC. Como é possível haver um telejornal como o de sexta-feira que é um 'reality-show' da dra. Manuela Moura Guedes, que mitiga as saudades de quando era política no activo?», questionou, referindo-se ao período em que a jornalista esteve no Parlamento, como deputada do CDS-PP.

O dirigente socialista considerou ainda que esse espaço informativo da TVI «faria sucesso numa República das Bananas» mas cuja «falta de objectividade e de respeito pelos valores mínimos de isenção é um escândalo».

Confrontado com as críticas do dirigente socialista Arons de Carvalho, José Eduardo Moniz tinha dito hoje à Lusa que estas afirmações apenas incentivam a estação «a reforçar as práticas de investigação e a ir ainda mais longe».

Para Eduardo Moniz, há «claramente a intenção do PS de criar a ideia de que está a ser vítima de qualquer coisa», estratégia com que os responsáveis da estação de Queluz «não colaboram».

Considerando que «esta atitude é bem demonstrativa do entendimento que o PS tem da liberdade de informar e do respeito que lhe merece o jornalismo livre», o director-geral da TVI sublinhou que o objectivo da estação é fazer jornalismo.

«Fazer informação directa, sem medo e sem se deixar pressionar ou condicionar. Se o nosso trabalho incomoda, paciência. Somos jornalistas e não nos subordinamos a poderes nem fazemos notícias para agradar a partidos, a dirigentes, a ministros ou a primeiros-ministros», avançou.

Depois de o líder socialista José Sócrates ter frisado sexta-feira, na abertura do Congresso, que «em democracia, quem governa é quem o povo escolhe - e não qualquer director de jornal com as suas campanhas» ou «uma qualquer televisão», Arons de Carvalho veio concretizar as críticas, que disse serem dirigidas ao jornal Público e à TVI.

José Eduardo Moniz respondeu e, citado domingo pelo Público, acusou Arons de Carvalho de «uma enorme falta de consciência cívica e de cultura democrática».

Fonte: Lusa / SOL

Homens armados assaltam motorista de autocarro

03 Março 2009 - 08h19

Barreiro

Homens armados assaltam motorista de autocarro

Três homens armados assaltaram na madrugada desta terça-feira o condutor de um autocarro de transporte público colectivo do Barreiro em Santo António da Charneca, junto à Costa da Caparica.

Fonte da GNR explicou que os assaltantes, munidos com armas de fogo e armas brancas, roubaram ao motorista, que estava no final do seu turno, uma aliança, um fio com um crucifixo em ouro, um relógio, um telemóvel, dois cartões Multibanco e ainda 220 euros em dinheiros.

O assalto ocorreu por volta das 02h15m, indicou a mesma fonte.

Fonte: Correio da Manhã

Oito assaltantes agrediram e apedrejaram funcionário de supermercado em Queluz

03 Março 2009 - 00h30

Oito assaltantes agrediram e apedrejaram funcionário de supermercado em Queluz

Segurança espancado durante assalto

A tarde de sábado seguia calma no supermercado Modelo Bonjour, em Monte Abraão, Queluz, até à chegada de um grupo de oito rapazes, que foram apanhados em flagrante a roubar nas prateleiras do estabelecimento. O segurança que estava no local apercebeu-se da actuação do gang e sozinho fez-lhes frente. Foi aí que começaram as agressões, que segundo o relato de uma testemunha levaram a que vários cestos de compras ‘voassem’ no interior e fora do estabelecimento comercial.

Ao verem os desacatos, os funcionários ainda tentaram impedir que os assaltantes saíssem do local antes da chegada da polícia. Mas não satisfeitos, três dos rapazes pegaram em pedras e ainda destruíram, por completo, as portas do supermercado. Resultado: o segurança acabou por ficar com vários hematomas, uma vez que foi atingido por uma das pedras arremessadas e ainda por vários pontapés desferidos pelo gang. No final, o grupo pôs-se em fuga.

Romenos - Furtos de 1800 euros

03 Março 2009 - 00h43

Rio Maior: Furtos de 1800 euros

Quatro cidadãos romenos, entre quais duas raparigas com idades entre os 18 e os 22, foram ontem detidos por furtos em duas grandes superfícies de Rio Maior. Tentaram levar produtos de higiene pessoal no valor de 1800 euros. Hoje vão ser presentes a tribunal.

Ciganos: Tiros em escola da Azambuja

03 Março 2009 - 00h30

Pais apresentam queixa no Ministério Público

Tiros em escola da Azambuja

A associação de pais da Escola Básica Integrada da Azambuja vai apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República contra algumas famílias que residem junto ao estabelecimento. Em causa está o enorme sentimento de insegurança que se apoderou de professores, pais e alunos devido a assaltos e tiros desde o início do ano.

'Não queremos que se sintam marginalizados, mas se querem viver em comunidade têm de se dar ao respeito', lamentou ao CM Eva Pires, representante da associação de pais, explicando que os buracos existentes na vedação da escola foram feitos na passagem de ano: 'Resolveram celebrar aos tiros contra as chapas da escola. Não havia ninguém na escola, mas ninguém nos diz que um dia destes se lembram de andar aos tiros e acabam por ferir alguém'.

Após o episódio dos disparos, foram várias as situações que motivaram o protesto dos encarregados de educação. Dos prédios próximos da EBI da Azambuja já voaram sapatos, ovos, garrafas de cerveja, interruptores e tomadas para o interior do recinto.

Perante esta situação de insegurança, cerca de 30 pais manifestaram as suas preocupações na última assembleia municipal da Azambuja, na qual chegaram a propor o realojamento das famílias. 'Que sejam colocadas noutro local, porque estes prédios estão demasiado próximos da escola. Além disso, queremos que a segurança social verifique se estão preenchidos os requisitos para o Rendimento Social de Inserção para essas famílias e o patrulhamento desta área por agentes de outras localidades', afirmou Eva Pires, recordando: 'Nunca existiram situações muito graves. Mas desde o início do ano, temos assistido a um aumento da violência fora da escola, com assaltos e ameaças'.

Além dos protestos junto da autarquia, a associação de pais já contactou a Direcção Regional de Educação de Lisboa e GNR. 'Enviámos mail e depois uma carta registada. Até ao momento não temos qualquer resposta. Da guarda, temos notado um patrulhamento mais frequente', sublinhou Eva Pires, acrescentando 'estar a ser estudada uma mudança da localização do portão de entrada da escola para uma zona mais afastada dos prédios'.

Num ambiente intimidatório, os encarregados de educação têm medo de falar, com receio de sofrerem, eles próprios, represálias. 'Eles marcam as pessoas e ameaçam' disse uma mãe, que pediu anonimato, reconhecendo porém que 'desde a assembleia municipal, tem-se visto mais GNR a patrulhar a zona'.

O CM contactou a direcção da escola que se mostrou indisponível para comentar o assunto.

André Pereira
Fonte: Correio da Manhã

Lisboa: Gang atacou sexta-feira e anteontem com o mesmo carro

03 Março 2009 - 00h30

Lisboa: Gang atacou sexta-feira e anteontem com o mesmo carro

Assaltam bombas de caçadeira

De caçadeiras e pistolas em punho, três homens encapuzados já assaltaram pelo menos duas bombas de gasolina em Lisboa e na Margem Sul. O procedimento dos ladrões é rápido e aparentemente simples, mas nem por isso o trabalho das polícias tem sido facilitado – o gang permanece por capturar.

Anteontem, ao final da noite, voltaram a atacar, desta feita na BP do Restelo, Lisboa. Com ameaça de morte, obrigaram os funcionários a entregar-lhes todo o dinheiro das caixas registadoras.

Ao que o CM apurou, ainda ameaçaram alguns clientes, apontando-lhes as armas à cabeça. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A saga do gang começou na madrugada de sexta-feira, quando o trio roubou por carjacking um BMW 320 escuro. Usou-o para assaltar, em plena luz do dia, as bombas de gasolina da Avia, em Casal do Marco, Seixal. Estacionaram o BMW junto à loja da gasolineira e em dois minutos roubaram 1450 euros.

Depois de um fim-de-semana calmo, o grupo voltou anteontem à noite à carga. Os mesmos três homens encostaram o carro, o mesmo BMW de sexta-feira, junto às bombas da BP no Restelo, em Lisboa. Ameaçaram clientes e funcionários e fugiram com cerca de dois mil euros em dinheiro.

Com a fuga foi emitido um alerta para os dispositivos da PSP e GNR de Lisboa e Setúbal, mas ao final da tarde de ontem continuavam por capturar.

A investigação foi entregue à Polícia Judiciária, que já recolheu as imagens de videovigilância, mas que em pouco poderão ajudar, uma vez que o perigoso gang actuou sempre de cara tapada.

Magali Pinto / João C. Rodrigues
Fonte: Correio da Manhã