quinta-feira, 12 de março de 2009

Massacre na escola: «Um dia a moda chega cá»

Psicólogo analisa casos mais mediáticos e receia divulgação exacerbada

Perceber quais as motivações que explicam um massacre como o desta quarta-feira na Alemanha não é tarefa fácil. No entanto, os casos sucedem-se um pouco por todo o mundo e Portugal não está imune a esta «moda».

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«Infelizmente, creio que não estamos muito longe de que isto aconteça em Portugal. Tenho receio que não demorará muito tempo. O que é moda lá fora, chega cá num instante», disse o psicólogo Carlos Poiares ao tvi24.pt.

Para o director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, o «fenómeno» é explicado através de quatro causas: «Uma cultura cada vez mais violenta que é divulgada essencialmente através da Internet, um acesso às armas cada vez mais facilitado, aquela ideia quase de faroeste americano de que a arma é um prolongamento do próprio indivíduo e uma certa desresponsabilização da política educativa».

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«Jovens têm tudo através de um clique»

A «falta de medidas preventivas por parte do poder político» deve ser contrariada, no entender de Carlos Poiares, caso contrário o «sentimento de impunidade» pode gerar situações destas em Portugal.

«Os jovens estão habituados a ter resposta imediata aos seus desejos, têm tudo através de um clique. Isso gera uma maior insatisfação e não é por acaso que estes episódios acontecem mais em países mais avançados ao nível sócio-cultural», explicou.

A crise economico-financeira também ajuda a explicar estes incidentes, porque «pode gerar descompensações»: «A incapacidade de gerir a frustração pode ser potenciadora. E nem sempre estamos perante casos de psicopatologias. A angústia pode ser suficiente.»

O «efeito de imitação»

Segundo Carlos Poiares, a divulgação destes casos pelos vários meios de comunicação social «também influencia» os jovens. «Há casos em que estamos claramente perante um efeito de imitação, um querer fazer melhor do que os outros», afirmou.

O psicólogo teve em conta o massacre desta quarta-feira na Alemanha, onde considera que houve «premeditação» e «um verdadeiro crime», uma vez que o atirador «não se suicidou, que é mais recorrente nestes casos, ele quis fugir». «Talvez quisesse chamar a atenção dos pais e não pensasse que ia acabar ou morto ou preso», apontou.

Fonte: Tvi24

Lisboa: 470 detidos em dois meses

Maioria é «suspeita de actos criminosos com alguma violência», diz PSP

O Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP deteve nos dois primeiros meses deste ano 470 pessoas, grande parte das quais suspeitas de «actos criminosos com alguma violência», anunciou esta quarta-feira um responsável policial, refere a Lusa.

Os 470 detidos em Janeiro e Fevereiro deste ano representam um aumento de 22 por cento face ao mesmo período do ano passado, acrescentou o comandante do COMETLIS, Jorge Filipe Barreira, que falava na cerimónia que assinalou os 142 anos do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Loures.

No final da cerimónia e questionado pelos jornalistas sobre os dados da criminalidade no ano passado, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse que «dentro de poucos dias» o Relatório de Segurança Interna de 2008 estará concluído e será revelado.

Rui Pereira disse que tem «uma ideia sobre os dados da criminalidade» no ano passado, mas ainda não foram avançados porque «não estão consolidados» e é necessário «falar uma linguagem de rigor e de verdade em relação aos números».

Nos primeiros seis meses de 2008, a criminalidade violenta aumentou cerca de 15 por cento relativamente ao período homólogo de 2007, segundo o Gabinete Coordenador de Segurança.

Entretanto, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, afirmou no dia 06 deste mês, em entrevista à Antena 1, que «houve um aumento da criminalidade violenta em Portugal em 2008», mas ter informações que, ultimamente, «estacionou», designadamente no «carjacking» (furto de viatura com ameaça ou violência contra o condutor ou proprietário).

Fonte: Tvi24

Coimbra: Assaltaram raparigas de faca em punho durante quatro meses

11 Março 2009 - 00h30

Coimbra: Assaltaram raparigas de faca em punho durante quatro meses

Gang ataca 10 universitárias

Eram quatro homens e aproveitavam zonas pouco iluminadas e sem movimento para assaltar estudantes universitárias em Coimbra, que ameaçavam com facas. Nos últimos quatro meses fizeram pelo menos dez vítimas, algumas das quais ficaram feridas. A PSP desmantelou agora o grupo.

Os crimes começaram na Praça da República e na Alta Universitária. Após os primeiros casos, a PSP deteve um jovem, de 20 anos, que ficou em prisão preventiva. No entanto, os assaltos estenderam-se à Baixa de Coimbra, com o mesmo modo de actuação, o que levou a polícia a concluir que havia mais assaltantes envolvidos. As vítimas eram sobretudo mulheres.

"Os suspeitos esperavam pelas vítimas em locais pouco movimentados e com pouca iluminação para as atacar, quase sempre pelas costas. Agarravam-nas pelo pescoço e sob ameaça de uma arma branca exigiam-lhes os bens", explicou ontem uma fonte policial, adiantando que o grupo estava a aterrorizar a "comunidade estudantil. Alguns estudantes já andavam com receio de passar em alguns locais da cidade."

Os quatro suspeitos, de 18, 21 e 22 anos, têm em comum o facto de serem solteiros, não terem profissão e residirem em Coimbra. Presentes a tribunal, dois ficaram em prisão preventiva, enquanto os outros dois estão em liberdade com a obrigação de se apresentarem três vezes por semana às autoridades policiais e proibidos de comunicar entre si. A PSP vai agora continuar as investigações por suspeitar que haja mais vítimas desta perigosa quadrilha.

Luís Oliveira
Fonte: Correio da Manhã

Sequestram alunos em roubo violento

11 Março 2009 - 00h30

Setúbal

Sequestram alunos em roubo violento

Era o género de estabelecimento que faltava assaltar em Setúbal. Depois de dezenas de ourivesarias, bancos, supermercados, cafés e restaurantes, entre outros, o alvo desta vez foi uma escola de condução. Cinco alunos da 3Áses, nas Manteigadas, assistiam anteontem à noite a uma aula teórica quando se viram sequestrados.

O roubo violento ocorreu pelas 20h40. De arma em punho, os três assaltantes entraram e impediram o gerente de reagir. Enquanto um vasculhava as gavetas e outro vigiava a porta, o terceiro assaltante apontava a arma às vítimas. "Quando um dos alunos espreitou, ele apontou-lhe logo a arma à cabeça e fez-lhe sinal para ficar quieto e calado", descreveu ontem ao CM Joaquim Cordeiro, proprietário da escola.

"Os alunos refugiaram-se num canto e esperaram que os ladrões saíssem", acrescentou. Em "menos de um minuto", o trio encontrou o cofre com 1100 euros e fugiu.

J.C.R.
Fonte: Correio da Manhã

Encapuzado assalta BPI

Homem fugiu num carro que estava escondido nas redondezas

Um homem armado de pistola e encapuzado assaltou, hoje, a dependência de Guimarães do BPI, tendo levado o dinheiro que se encontrava em caixa, em montante não divulgado, disse fonte policial.

Segundo a fonte, o homem entrou sozinho, cerca das 14:00, na agência do BPI na Avenida D. João IV, tendo ameaçado os funcionários que lhe entregaram o dinheiro disponível na caixa.

Minutos depois, saiu do banco, escapando numa viatura automóvel que o aguardava nas redondezas.

A PSP tomou conta da ocorrência e transmitiu-a à PJ de Braga que já iniciou a consequente investigação.

Quer os bancos quer as autoridades policiais nao divulgam, por regra, as quantias roubadas por entenderem que tal pode incentivar os assaltantes.

Fonte: TVI24

Loulé - Farmácia assaltada à mão armada

Homens ameaçaram o funcionário com uma arma de fogo e levaram o dinheiro da caixa

Dois encapuzados assaltaram terça-feira à noite à mão armada a farmácia que estava de serviço em Loulé, numa das mais movimentadas artérias da cidade, disse à Lusa fonte da GNR.

De acordo com a mesma fonte, os homens ameaçaram o funcionário que se encontrava na farmácia com uma arma de fogo e levaram da caixa uma quantia de dinheiro que não foi revelada pelas autoridades.

A Polícia Judiciária (PJ) está agora a tomar conta do caso e a tentar localizar os assaltantes, que fugiram após terem consumado o roubo, cerca das 23:00.

Na altura do assalto, a farmácia tinha a porta aberta e não se encontravam clientes lá dentro.

Fonte: TVI24

Moldavos - Organização criminosa extorquia imigrantes

Portimão.
Um grupo de 22 moldavos e um português é acusado de promover a imigração ilegal e fazer depois extorsão a cidadãos do Leste europeu. Actuavam sobretudo no Algarve e respondem por dezenas de crimes. Julgamento começou ontem e obrigou a fortes medidas de segurança no tribunal Com cerca de duas horas de atraso e sob fortes medidas de segurança, a cargo do Corpo de Intervenção da PSP e do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional, começou, ontem, no Tribunal de Portimão, com a leitura da acusação, o julgamento de um mega processo de combate ao auxílio à imigração ilegal e outros crimes, envolvendo 22 arguidos moldavos e um português. Sete estão em prisão preventiva.

Do total dos 23 acusados, na sua maioria homens, só 15 compareceram no tribunal. Alguns dos arguidos não foram notificados por ser desconhecido o seu paradeiro, existindo até indicações de que um deles já morreu.

A conclusão do processo, investigado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), pôs termo a uma organização criminosa que operou desde 2001 sobretudo no Algarve. Para ser totalmente desmantelada, obrigou à criação de dois processos distintos, um que decorreu em 2005 e cujos líderes foram condenados a penas de prisão efectiva, e outro que entra agora na fase de julgamento. Só no Verão de 2007 acabou por ser desarticulada a actuação do grupo.

Dois dos acusados, em prisão preventiva, respondem por 60 crimes de extorsão, 18 de auxílio à imigração ilegal, cinco de coacção, dois de associação criminosa, um de corrupção activa, outro de burla qualificada e um outro de falsificação de notação técnica.

Os membros do gangue recorriam à intimidação e violência com a finalidade de extorquir dinheiro a imigrantes de países do leste europeu, utilizando para tal armas proibidas. Segundo apurou o DN, as vítimas eram sobretudo cidadãos moldavos, com idades compreendidas entre 30 e 35 anos, residentes nos concelhos de Portimão e Albufeira, onde tinham negócios na construção civil e restauração.

Nalguns casos, as quantias extorquidas atingiriam 200 ou 300 euros por mês. "Quem ganha, tem de pagar!", ter-lhes-ão dito, na altura, alguns elementos do bando criminoso. As vítimas eram coagidas a não falhar os pagamentos, sob ameaça de represálias contra familiares, residentes em Portugal ou na Moldávia.

Segundo o SEF, os acusados teriam como função organizar, em Portugal, e providenciar o envio do dinheiro obtido de forma ilícita pelos elementos do grupo para um fundo monetário comum, o qual seria gerido na Moldávia, onde se está o responsável máximo da organização.

Fonte: DN