segunda-feira, 23 de março de 2009

Militares da GNR agredidos em Serpa por ciganos

Militares da GNR agredidos em Serpa
12h44m
Teixeira Correia

Dois militares da Guarda Nacional Republicana do posto de Pias, foram este domingo à noite agredidos em Vale de Vargo, concelho de Serpa, por dois indivíduos residentes naquela localidade, conhecidos como os “irmãos Caqueiro”, tendo posteriormente sido assistidos no Hospital de Serpa.

As agressões aconteceram cerca das 22 horas, depois dos militares terem sido chamados à Sociedade Recreativa 5 de Outubro, onde os indivíduos provocavam alguns desacatos, disse ao JN, o Major José Candeias, porta-voz do Comando Territorial de Beja.

Os irmãos Caqueiro, foram conduzidos para os calabouços do posto de Pias, onde passaram a noite, sendo hoje presentes ao Juiz do Tribunal de Serpa, para primeiro interrogatório, para aplicação das medidas de coação.

José Alho, presidente da Direcção da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, defende que “é preciso aplicação de prisão efectiva para os agressores.

Um dos militares envolvidos nas agressões também esteve ligado a outro caso de violência contra militares da GNR desta feita em Pias, em 16 de Junho de 2008, e perpetrado por indivíduos de etnia cigana.

Os militares agredidos já tiveram entretanto alta.

Fonte: JN

Drogou idosos e levou 15 mil euros

23 Março 2009 - 00h30

Lagos: Septuagenários enganados pela burlona Paula Neves

Drogou idosos e levou 15 mil euros

Paula Cristina Neves, que se entregou à PSP em Lisboa no dia 9 de Fevereiro depois de ter cometido múltiplos crimes de burla em todo o País, é suspeita de mais um caso no Algarve. Um casal de idosos de Lagos foi vítima em Junho de 2008.

Paula Neves arrendou uma casa para férias, fez-se passar por psicóloga e desapareceu com 15 mil euros do casal, que drogou e enganou, simulando a intenção de comprar a casa com o dinheiro de uma herança milionária.

Francisco e Isaura Pacheco, de 70 e 72 anos, ainda choram no sofá da sala da moradia em Porto de Mós, onde acolheram Paula Neves durante quatro dias. A burlona disse chamar-se Lídia Almeida e apresentou-se como psicóloga do Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Rapidamente se fez amiga do casal Pacheco. "Era muito simpática e estava sempre a oferecer coisas", recorda Isaura.

O casal tinha a moradia à venda por 375 mil euros. Paula dizia estar interessada e nunca discutiu o preço. Garantia que estava para receber uma herança de um milhão de euros e aparentava ter posses, mostrando no seu computador portátil fotos de alegadas propriedades suas em Tondela, Seixal e Aljustrel.

No dia 30 de Junho, Paula foi com o casal a Vila Real de Santo António. Dizia que ia receber já parte da herança, mas alegou, à chegada, ter-se esquecido de um cheque de dez mil euros. Pediu 15 mil euros para abrir uma conta solidária e aí receber a herança. O casal estaria drogado. "Na véspera deu-me uns pós e um comprimido", diz Isaura. "Sentia-me atordoado", acrescenta Francisco, que foi novamente drogado e perdeu a consciência numa esplanada onde os três foram beber sumos. Paula desapareceu com o dinheiro.

BURLONA ESTÁ EM LIBERDADE

Já em 2002 ficou em liberdade, depois de ter deixado um noivo no altar, na Batalha, desaparecendo com ouro e deixando o prejuízo da boda a que não compareceu. Paula Neves, 38 anos, drogou e burlou homens e mulheres por todo o País, nos últimos anos. Entregou-se às autoridades após deixar amnésicos dois homens em Viseu e continua em liberdade.

Filha de mãe prostituta, cresceu no Casal Ventoso, em Lisboa. Também foi prostituta, mas depois dedicou-se às burlas. Tem processos em Lisboa, Santarém, Viseu, Setúbal, Vila Franca de Xira, Faro e Pombal. Desde Julho do ano passado que a PSP está na posse de uma fotografia da burlona, fornecida pelo casal Pacheco. Nunca foi apanhada até se entregar.

Paulo Marcelino
Fonte: Correio da Manhã

“Tremi de medo ao sentir faca no pescoço”

23 Março 2009 - 00h30

Lagares da Beira: Grupo armado agrediu idoso e sequestrou mulher

“Tremi de medo ao sentir faca no pescoço”

Esteve sequestrada mais de dez horas, foi ameaçada com uma faca mas manteve-se calma e conseguiu sair de "um verdadeiro pesadelo" sem ferimentos. "Só respirei de alívio quando saí e vi a Polícia Judiciária", contou Irene Santos, de 54 anos, pouco depois de ter sido libertada. A mulher foi levada à 01h00 de ontem da sua casa em Espariz, Tábua, por um ex-companheiro que tinha fugido da cadeia de Coimbra.

O evadido entrou em casa da vítima acompanhado de quatro homens e começou por agredir o companheiro de Irene, João Silva, de 90 anos. Depois, levou-a para Lagares da Beira, Oliveira do Hospital, onde ficou retida até perto do meio-dia.

"Era 01h00 quando bateram à porta, conheci um deles porque lhe tinha emprestado 750 euros para pagar a um advogado, há uns anos", contou João Silva, que teve de ser assistido no centro de saúde.

Sob ameaça de uma faca, Irene Santos foi obrigada a sair de casa com os sequestradores. "Tremi de medo ao sentir a faca encostada ao pescoço. O meu coração caiu-me aos pés", recorda.

Três elementos do grupo seguiram para casa da mãe do evadido, onde, com ajuda de outro irmão, mantiveram cativas nove pessoas, incluindo duas crianças, de seis e sete anos. Fizeram disparos de preessão de ar e atiraram telhas contra as viaturas das autoridades.

"As crianças estavam apavoradas e choravam", diz Irene, que falou "com o filho e com a PJ até que ele me apanhou e partiu o telefone".

Perto do meio-dia, os sequestradores sentiram-se encurralados, levantaram uma tábua do soalho e escaparam para a loja da casa, escondendo-se dentro de arcas de milho. Irene fugiu: "Como a porta estava trancada, saí pela janela da cozinha." As autoridades detiveram os quatro homens, que ofereceram resistência. O sequestro terminou sem feridos.

ATÉ A MÃE FICOU RETIDA EM CASA

Na casa onde Irene Santos foi mantida refém estavam, além dos quatro sequestradores, mais duas mulheres e duas crianças, de seis e sete anos. A mulher mais velha é a dona da casa e mãe dos três irmãos sequestradores. A mais nova é sobrinha de Irene Santos e mantém uma relação com um dos irmãos, sendo mãe da menina de seis anos. O menino de sete anos é filho de outro dos irmãos Caetano.

CADASTRADO PREPAROU CRIME

O sequestro de ontem foi praticado por seis homens, com idades entre os 30 e os 45 anos, três dos quais são irmãos, de apelido Caetano e naturais da zona de S. Romão, Seia. A família fixou-se em Lagares da Beira há alguns anos, mas não é bem vista pela vizinhança por se envolver em furtos e desacatos.

Tudo terá sido pensado por um dos irmãos José M., de 45 anos, que cumpria pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Coimbra por roubo e violação. Teve uma saída precária e não regressou, estando por isso na situação de evadido. O cadastrado já teve um relacionamento com a vítima, terá voltado à cadeia ainda ontem e arrisca-se agora a que a pena seja agravada.

Um dos irmãos que vive na casa em que a mulher foi mantida refém foi detido por estar presente no momento do resgate, mas as autoridades acreditam que não esteve envolvido de forma activa no sequestro.

Os detidos foram ouvidos ontem na GNR de Oliveira do Hospital: os três irmãos e um quarto suspeito são hoje presente ao Tribunal de Oliveira do Hospital. Os outros dois cúmplices continuavam ontem à noite por identificar.

"SÃO PESSOAS PROBLEMÁTICAS" (Coronel Dias Rosa, Comandante da GNR de Coimbra)

Correio da Manhã – Como decorreu a operação de resgate?

Dias Rosa – Montámos um perímetro de segurança e tivemos negociadores e elementos da Companhia de Operações Especiais da GNR no terreno. A vítima acabou por sair pelo próprio pé.

– Os detidos resistiram à detenção?

– Ofereceram resistência física. No momento da detenção não tinham armas, mas durante a noite usaram uma pressão de ar para intimidar quem se aproximasse da casa.

– Os sequestradores já eram conhecidos das autoridades?

– São pessoas problemáticas, que têm posto em causa a segurança da vizinhança.

VIZINHOS DIZEM QUE SÃO "GENTE DO PIOR QUE HÁ"

Em Lagares da Beira, freguesia do Concelho de Oliveira do Hospital, a família Caetano não goza de boa reputação. Durante a manhã de ontem, foram vários os populares que se juntaram nas proximidades da casa e os comentários sucediam-se. "A GNR anda aqui todos os dias. Isto é gente do pior que há", disse um popular que não quis ser identificado. "Desde que aqui estão é uma roubalheira, desde ovelhas a sinos das igrejas, levam tudo", confirmou outro residente. Segundo a população, alguns elementos da família já se envolveram também em várias rixas e discussões.

DÍVIDA

João Silva, 90 anos, companheiro de Irene Santos, foi agredido por um dos sequestradores a quem emprestou 750 euros. "Disse que ia pagar e pagou-me com um enxerto de porrada. Atirou-me ao chão e deu-me pontapés na cabeça".

SAIBA MAIS

ATÉ DEZ ANOS DE PRISÃO

O artigo 158 do Código Penal prevê pena de prisão até três anos para punir o crime de sequestro e de dois a dez anos se houver "ofensa à integridade física grave".

443

Segundo o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram raptadas ou sequestradas 443 pessoas, menos 114 (20,5 por cento) do que no ano anterior.

137

Ainda de acordo com o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram, nesse ano, detidas 137 pessoas suspeitas do(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas.

HOMEM E PORTUGUÊS

A maioria dos detidos são do sexo masculino e cidadãos portugueses. Ou seja, em 2007, dos 137 detidos pelo(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas 114 eram homens e 23 eram mulheres; 104 eram portugueses e os restantes 33 estrangeiros.

NOTAS

TÁBUA: SEQUESTRADA EM CASA

A acção criminosa do grupo começou em Espariz, Tábua, na casa onde residem João Silva e Irene Santos. O homem foi agredido e a mulher obrigada a ir com eles para Lagares da Beira.

OLIVEIRA DO HOSPITAL: VIAGEM DE 40 KM

Entre a residência de Irene Santos, em Espariz, e a casa onde esteve sequestrada até ao meio-dia, em Lagares da Beira, a distância é de quase 40 quilómetros por estradas sinuosas.

APREENSÃO: MATERIAL ROUBADO

Findo o sequestro, a GNR fez uma busca à casa e apreendeu diverso material roubado, entre o qual estava uma mota, mangueiras, sacos de batatas, andaimes e um aquecedor.

Cátia Vicente
Fonte: Correio da Manhã

Mulher libertada após sequestro

Mulher libertada após sequestro

Oliveira do Hospital: quatro homens detidos dentro da casa. Cabecilha estava fugido da prisão por roubo e violação

A mulher de 54 anos que se encontrava sequestrada desde a 1:20 da manhã, saiu em liberdade, perto das 12 horas, do interior de uma residência, em Lagares da Beira, Oliveira do Hospital.

De acordo com o tenente coronel Dias Rosa, comandante territorial da GNR de Coimbra, em declarações ao TVI24.pt, os quatro alegados sequestradores foram detidos na cave da residência, onde se esconderam. Um deles colocou-se dentro de uma arca e foi descoberto poucos minutos depois.

A mulher saiu pelo seu pé, depois dos homens se terem escondido na cave da casa. No interior da residência, propriedade da mãe de um dos sequestradores, encontrava-se igualmente um menino de cinco anos, filho de um dos suspeitos.

Os alegados sequestradores, todos com idades entre 30 e 40 anos, estão a ser ouvidos pela PJ no posto local de polícia e serão presentes amanhã a tribunal. O alegado cabecilha do grupo, que em tempos manteve um relacionamento com a sequestrada, estava fugido do Estabelecimento Prisional de Coimbra, após uma saída precária, onde vai regressar para cumprir pena por roubo e violação.

Segundo a mesma fonte, a mulher, que em tempos mantivera um relacionamento com um dos agressores, foi levada de uma casa em Espariz, perto de Tábua, cerca da 1:20 da manhã, onde actualmente residia com um companheiro de 90 anos, tendo este último sido agredido.

Cinco homens deslocaram-se àquela residência, alegadamente para pagar uma dívida ao idoso, companheiro da sequestrada.

A senhora acabou por ser transportada contra vontade para a casa da mãe de um dos sequestradores, em Lagares da Beira, Oliveira do Hospital, por dois suspeitos, de onde foi resgatada cerca do meio-dia. Três suspeitos continuam a monte, sendo que um do homens detidos na casa, poderá ser libertado por nada ter a ver com o caso.

Uma equipa do Comando Territorial de Coimbra além de uma equipa de negociadores e uma unidade de cães de intervenção táctica foram accionadas.

Quando chegou ao local, a patrulha da GNR foi recebida com uma chuva de telhas, que danificou a viatura, mas não provocou feridos.

A GNR teve necessidade de disparar tiros para abrir a porta da cave onde os suspeitos se encontravam.

Fonte: TVI24