sexta-feira, 13 de março de 2009

Portugal - Manifestação junta mais de 200 mil trabalhadores

Carvalho da Silva: «A crise não é nenhum vírus»

«A crise não é nenhum vírus que contaminou as pessoas». A afirmação foi feita pelo líder da CGTP, Carvalho da Silva, esta tarde durante a manifestação dos trabalhadores que se realizou em Lisboa.

«Governo não cumpriu, Governo mentiu» link externo
CGTP quer salário mínimo nos 600 euros link externo

Carvalho da Silva diz que para a maiorias dos grandes patrões a educação da crise serve para «o vale tudo», ou seja «para manipular horas de trabalho e por em causa o direito dos trabalhadores», acrescentado que «é um escândalo este oportunismo».

Veja o discurso do líder da CGTP link externo

Para o líder da CGTP há quatro palavras chave que caracterizam a concentração desta tarde: «Solidariedade, indignação, esperança e confiança».

Imagens aéreas da manifestação em Lisboa link externo

Vídeo do início do megaprotesto link externo

Carvalho da Silva sublinha ainda que é necessário uma «mudança de políticas e de práticas», e conclui dizendo que é preciso «intensificar a luta nos locais de trabalho para salvarmos o emprego e as empresas para o que o Estado desempenhe as suas funções».

PCP e BE aplaudem

Apelos à mudança e críticas ao Governo foram as palavras mais ouvidas esta tarde em Lisboa, durante a manifestação da CGTP.

As fotos da manifestação link externo

Jerónimo de Sousa afirmou que «mais do que qualquer comentário, ou discurso de circunstância, creio que a leitura que se pode fazer desta manifestação, neste quadro, nesta conjuntura concreta, tem uma grande leitura política e social e naturalmente com consequências eleitorais».

Manif junta mais de 200 mil trabalhadores (vídeo) link externo

O líder comunista criticou também o Governo de José Sócrates dizendo que este «deveria olhar para esta manifestação como um sinal claro de que a arrogância que decorre dessa maioria (absoluta) poderá terminar».

Já o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, referiu: «Creio que esta é uma grande demonstração da força popular», adiantado que esta concentração acontece face «ao abuso enorme que se instalou na sociedade portuguesa».

Também Carvalho da Silva se dirigiu a Sócrates de maneira descontente. O líder da CGTP pediu perante os manifestantes: «Assobiem que ele merece.»

Fonte: TVI24

Sócrates «escondeu» rendimentos

Tribunal Constitucional diz que só denúncia formal leva a agir em conformidade

José Sócrates não revelou os rendimentos nas declarações entregues entre 1999 e 2002 no Tribunal Constitucional. Como detentor de um cargo político, o actual Primeiro-ministro era e é obrigado a entregar a declaração de rendimentos naquele tribunal.

Na altura dos factos, Sócrates era apenas ministro e depois deputado. Nas declarações de 22/11/99, de 12/01/2001, 6/4/2002 e 12/4/2002, o campo dos rendimentos foi entregue em branco.

O decreto-lei 25/95 estabelece que os rendimentos têm de se declarados e que as omissões comunicadas e denunciadas ao Tribunal Constitucional têm de ser facultadas ao Ministério Público para proceder em conformidade.

Um representante do Tribunal Constitucional afirmou à TVI que nada foi feito porque ainda ninguém denunciou essas ilegalidades. Do gabinete do Primeiro-ministro foi garantido à TVI que as declarações de José Sócrates cumprem os requisitos da lei.

Por esclarecer está esta interpretação do gabinete do Primeiro-ministro, que permite a Sócrates não revelar o rendimento nas declarações que entrega ao Tribunal Constitucional. Uma ilegalidade que é ajudada pelo facto de o Tribunal Constitucional e o Ministério Público não verificarem as declarações.

Fonte: TVI24

'Skin' revela 'offshores' de tio de Sócrates

'Skin' revela 'offshores' de tio de Sócrates

Documentos foram colocados no 'site' Fórum Nacional

São 67 páginas de documentos bancários de Celestino Monteiro, irmão de Júlio Monteiro, ambos tios de José Sócrates, que Mário Machado, líder dos Hammerskins portugueses, colocou na Internet. Os papéis publicados vão desde os certificados de constituição de uma offshore até aos movimentos bancários efectuados durante alguns meses do ano de 2001. Entre compra e venda de acções, o valor global das transacções do tio materno do primeiro-ministro ultrapassou os cem milhões de euros.

Os documentos mostram a constituição de uma empresa offshore, a Medes, no estado do Wyoming, nos EUA, e de algumas subsidiárias, como uma em Gibraltar. Contactado pelo DN, o Banco Popular, entidade que absorveu o antigo Banco Nacional de Crédito, pelo qual, através da BNC International, foram feitas as transacções, não negou a veracidade dos documentos.

Rejeitou, isso sim, qualquer responsabilidade numa eventual violação do sigilo bancário: "Acabámos de tomar conhecimento desta situação. Os documentos, com data de 2001, não indiciam qualquer quebra de sigilo bancário" por parte da instituição bancária, afirmou Paulo Frutuoso, do departamento de comunicação. Isto porque, segundo a mesma fonte, se trata de "correspondência enviada ao cliente". E adiantou: "A BNC Cayman foi desactivada pelo Banco Popular no início de 2006."

Por sua vez, Maria Teixeira, advogada que representou Júlio Monteiro no processo Freeport, mostrou-se surpreendida com a revelação e com o teor dos documentos. Impossibilitada de contactar Celestino Monteiro (o DN também procurou contactar o empresário, mas sem sucesso), a advogada garantiu, ainda assim, que "o caso vai ser seguido", remetendo para hoje uma reacção formal.

Já Mário Machado, líder dos Hammerskins portugueses, descreveu desta forma como teve acesso à documentação: "Estava em casa, tocaram duas vezes à campainha. Quando abri a porta, vi um cobertor. Desenrolei-o e lá dentro estava a documentação. Se for chamado, será isto que direi na Polícia Judiciária."

Mário Machado disse ainda estar preparado para assumir todas as consequências que a publicação dos documento possa envolver.

CARLOS RODRIGUES LIMA
Fonte: DN

Brasileiro - Juiz deixa assassino em liberdade

13 Março 2009 - 00h06

Matou mulher com dez facadas

Juiz deixa assassino em liberdade

O homem que matou a mulher à facada na Mexilhoeira Grande, domingo à noite, apresentou-se ontem no Tribunal de Portimão. Não prestou declarações perante o juiz de instrução criminal do Círculo Judicial, que o deixou sair em liberdade, com apresentações diárias no posto da GNR da área de residência e proibição de se ausentar do concelho de Portimão.

Alex, brasileiro de 24 anos de idade, matou a mulher com dez facadas. Sara Tavares, 26 anos de idade, foi atacada dentro da residência do casal.

A filha de Sara, enteada de Alex, assistiu ao homicídio. É a única testemunha, mas o juiz não aplicou qualquer medida cautelar para impedir o padrasto de contactar a menina de dez anos. Alex não cumprira a notificação de comparecer em tribunal terça-feira, obrigação a que ficou sujeito quando se entregou na GNR de Albufeira, segunda-feira à noite.

O juiz é o mesmo que deixou em liberdade o homem que baleou outro na Esquadra da PSP de Portimão, em Setembro. A vítima desse crime está tetraplégica.

E é o mesmo juiz que esta semana pôs em prisão preventiva um homem que roubou um telemóvel.

Paulo Marcelino
Fonte: Correio da Manhã

Homem amarrado, violado e roubado pelo vizinho

13 Março 2009 - 00h30

Agressor usou extrema violência, no Funchal

Homem amarrado, violado e roubado pelo vizinho

Um homem, de 50 anos, foi amarrado, violado e roubado, segunda-feira à noite, dentro da própria casa, no Funchal, Madeira. António (nome fictício) não hesitou em abrir a porta ao agressor, um jovem de apenas 17 anos, por este ser seu vizinho. Foi quase de imediato atacado.

Depois da tortura sexual a que foi sujeita, a vítima foi abandonada, a contorcer-se de dores. À saída, o agressor ainda roubou um rádio que António tinha em casa.

A extrema violência utilizada provocou graves lesões em António, obrigando-o a dirigir-se a um posto médico para receber assistência. Foi posteriormente encaminhado ao gabinete médico-legal do Funchal.

Na quarta-feira, a Polícia Judiciária deteve o jovem e interrogou--o. Presente ao juiz foi-lhe decretada prisão preventiva.

Criminalidade participada em alta

13 Março 2009 - 08h17

Aumento de 7,5 por cento em 2008

Criminalidade participada em alta

A criminalidade participada registou um aumento de 7,5 por cento em 2008 (mais 30 mil do que em 2007), com mais 10,8 por cento de crimes graves do que no ano anterior, de acordo com os dados apurados no Relatório de Segurança Interna.

De acordo com a rádio TSF, que teve acesso ao documento, os crimes participados às polícias ascenderam a 421.037 no ano passado, registando o maior crescimento da última década. No capítulo dos crimes graves, foram contabilizados 24 mil casos em 2008.

O Relatório de Segurança Interna refere que o maior crescimento da criminalidade ocorreu durante o Verão, sobretudo nos meses de Julho e Agosto, altura em que foram contabilizados mais homicídios.

O documento destaca também o facto de no terceiro trimestre de 2008, o número de crimes participados às polícias ter aumentado 10,6 por cento face a igual período do ano anterior, sendo que os crimes mais graves dispararam 16,8 por cento.

Segundo os dados do relatório divulgados pela TSF, no primeiro trimestre de 2008 foram participados às autoridades 98.788 crimes, no segundo trimestre 105.243, no terceiro 112.750 e no quarto 104.256

Lisboa: Ameaçavam funcionários camarários na Ameixoeira

13 Março 2009 - 00h30

Lisboa: Ameaçavam funcionários camarários na Ameixoeira

Fechavam ruas para dar tiros

Temidos pelos populares e até por funcionários camarários – os quais eram ameaçados sempre que interpelavam os suspeitos para pagar as rendas – os quatro homens não tinham pudor em exibir as armas e muito menos em dispará-las no bairro onde moram, a Ameixoeira, em Lisboa.

Para efectuar os disparos, fechavam as ruas com viaturas, nomeadamente com as carrinhas de nove lugares que usavam para transportar a mercadoria que vendiam nas feiras.

Os quatro homens, entre os 39 e os 49 anos, foram detidos terça--feira pela PSP na sequência de 13 buscas – todas no bairro da Ameixoeira – que culminaram na apreensão de diversas armas e munições: quatro caçadeiras de calibre 12 mm; uma pistola de alarme adaptada a calibre 6,35 mm; uma pistola calibre .22; um revólver de calibre .22; e 483 munições.

Nas buscas foram ainda apreendidas 380 doses de haxixe.

Os quatro homens, que já tinham cadastro, foram presentes ao juiz e foram libertados com termo de identidade e residência (três) e apresentações semanais na esquadra da área de residência (um).

PORMENORES

DESACATOS E AMEÇAS

Os quatro homens e respectivas famílias envolviam-se frequentemente em desacatos com famílias rivais. E, segundo fonte policial, chegaram a usar armas para ameaçar funcionários da Gebalis (empresa que gere os bairros municipais e tem um espaço no bairro).

REALOJAMENTO

No bairro da Ameixoeira – onde as letras denominam os prédios, que estão agrupados por zonas – foram realojadas pessoas dos bairros das Galinheiras, Charneca e Musgueira. Muitos não pagam renda e há casas ocupadas ilegalmente, uma situação semelhante à do bairro Portugal Novo.

Sofia Rêgo
Fonte: Correio da Manhã

Lousada: Mulheres serviam de isco para a realização de roubos

13 Março 2009 - 00h30

Lousada: Mulheres serviam de isco para a realização de roubos

PJ detém casais de assaltantes

A Polícia Judiciária do Porto deteve dois casais que assaltavam homens em locais ermos na zona de Lousada, Felgueiras e nos concelhos próximos, no final do ano passado.

Entre os assaltantes, as mulheres tinham como função atrair as vítimas para áreas isoladas, para que os dois cúmplices realizassem os roubos sob ameaça de uma pistola. Com este modo de actuação, o grupo conseguiu efectuar pelo menos seis assaltos. Contudo, a PJ acredita que os suspeitos, com idades entre 24 e os 29 anos, sejam responsáveis por mais roubos. Mas com vergonha, as vítimas não terão apresentado queixa às autoridades.

Durante a acção policial, os investigadores apreenderam uma pistola ilegal transformada aos quatro detidos, desempregados, que ontem à tarde começaram a ser ouvidos no Tribunal de Lousada. À hora do fecho desta edição eram ainda desconhecidas as medidas de coacção aplicados pelo juiz.

Segundo a polícia, as duas mulheres agiam numa primeira fase abordando as vítimas na rua com "motivações diversas". Os lesados seguiam depois até uma área previamente acordada para efectuar a cilada. De surpresa, os ladrões apareciam armados e levavam dinheiro, telemóveis, aparelhos de música e outros valores, recuperados pela PJ.

Pedro Sales Dias / Liliana Rodrigues
Fonte: Correio da Manhã