terça-feira, 10 de março de 2009

Amadora: Caixa Geral de Depósitos assaltada por dupla

10 Março 2009 - 00h30

Amadora: Caixa Geral de Depósitos assaltada por dupla

Seis clientes sob ameaça de armas

Quando os seis clientes da Caixa Geral de Depósitos entraram ontem de manhã na dependência na avenida da Quinta Grande, em Alfragide, Amadora, não imaginavam que iam ser alvo de ameaças de morte. Pelas 09h30 dois homens encapuzados e armados com pistolas assaltaram aquele banco, conseguindo levar dinheiro, embora "pouco" de acordo com uma fonte ligada à instituição bancária.

Durante alguns minutos, os seis clientes tiveram as pistolas apontadas à cara. No local estavam também quatro funcionários. Dez pessoas ao todo. Ninguém ofereceu resistência.

Depois de concretizarem o roubo, os assaltantes puseram--se em fuga e continuavam a monte ao início da noite. No entanto, é ainda incerto se utilizaram alguma viatura, uma vez que as testemunhas não conseguiram ver devido à rapidez de actuação dos ladrões.

A dependência bancária ficou encerrada durante todo o dia. Ao que o Correio da Manhã apurou junto de testemunhas no local, já não é a primeira vez que a instituição bancária é assaltada. Num mês e meio já conta com dois assaltos.

Na mesma rua estão situados mais dois bancos, mas o alvo dos ladrões tem sido sempre o mesmo. Refira-se, ainda, que o facto de ser uma zona calma tem facilitado o trabalho aos assaltantes.

Magali Pinto
Fonte: Correio da Manhã

Mulher é sequestrada e abandonada

10 Março 2009 - 00h30

Azambuja

Mulher é sequestrada e abandonada

Não ganhou para o susto a mulher de 37 anos que, na madrugada de sábado, foi sequestrada, roubada e abandonada num descampado, na Azambuja.

Carla (nome fictício) seguia no seu carro, a caminho de casa, no Casal do Sobreiro, quando, de repente, viu uma carrinha fazer uma ultrapassagem e atravessar-se no seu caminho. O que ela não adivinhava era os momentos de pânico que se avizinhavam.

Dois homens saíram da carrinha e puxaram-na para o interior, sendo constantemente ameaçada de morte. Foi sujeita a várias agressões que lhe valeram algumas escoriações sem gravidade. Foi posteriormente assistida no Hospital de Vila Franca de Xira.

Os assaltantes levaram-lhe cerca de cem euros em dinheiro e ainda os dois cartões de multibanco. Depois disso foi abandonada num eucaliptal. Os dois ladrões continuam a monte.

Cigano tenta degolar PSP

10 Março 2009 - 00h30

Santa Maria da Feira: Fazia espera a um agente, mas atacou outro

Tenta degolar PSP à porta da esquadra

Um agente da PSP foi esfaqueado, ontem de madrugada, quando estava de sentinela à porta da esquadra de S. João da Madeira. António Fonseca, 37 anos, foi surpreendido por um homem de etnia cigana. Este estava ali para se vingar de um outro agente que apreendeu uma caçadeira a um familiar. Rondou a esquadra algumas horas e como o ‘alvo’ não chegava atacou o sentinela. O polícia foi apanhado pelas costas e ferido no pescoço com uma faca de cozinha, com vinte centímetros de lâmina.

Apesar de ferido, António Fonseca conseguiu retirar a arma e deter o agressor. O agente está livre de perigo, recebendo alta após tratamento no hospital, onde foi suturado com nove pontos.

O agressor, um homem de 30 anos, residente num bairro em S. João da Madeira, tinha ido à esquadra procurar um agente da PSP que apreendeu uma caçadeira a um seu familiar, numa rusga realizada no ano passado.

"Como o agente com quem ele queria falar não estava, o homem foi ficando por ali. O cão que trazia com ele estava sempre a entrar e a sair da esquadra, por isso o agente pediu que retirasse o animal", contou ao CM fonte policial.

Foi após o último aviso ao homem, e quando já entrava na esquadra, que António Fonseca foi esfaqueado. Apesar de ter a faca espetada no pescoço, o polícia ainda conseguiu retirá-la da mão do agressor. Com a ajuda dos restantes polícias que estavam na esquadra, o homem foi detido por tentativa de homicídio.

Ainda de madrugada foi entregue à PJ do Porto, onde passou o resto da noite. De manhã, foi levado ao Tribunal de Santa Maria da Feira, mas só hoje será ouvido por um juiz – que preferiu aguardar pelo relatório médico do agente antes de ouvir o arguido.

Ontem, à porta do tribunal, familiares do detido mostravam-se surpreendidos com a sua atitude. "Não sabemos o que lhe aconteceu para fazer esta desgraça", disseram.

"TEMOS UMA PROFISSÃO DE RISCO AGRAVADO"

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) lamentou a agressão de que foi alvo o polícia de sentinela na esquadra de Santa Maria da Feira, ontem de manhã, e reclama medidas urgentes do Governo para proteger os agentes.

"Mais do que nunca, temos uma profissão de risco agravado. As agressões a agentes policiais e o crime violento têm aumentado e é importante que o Governo reconheça o risco", sublinhou ao CM Paulo Rodrigues, presidente da ASPP.

Por outro lado, o responsável volta a pedir mais agentes para as esquadras. "É importante que haja reforço policial nas esquadras, ao nível do dispositivo humano, mas também que as próprias patrulhas nocturnas não sejam, apenas, de dois agentes, mas sim de quatro ou cinco", disse Paulo Rodrigues.

AGENTE FERIDO RECUPERA NO LOCAL DO CRIME

Há cerca de quatro anos que António Fonseca presta serviço na esquadra da PSP de S. João da Madeira, onde ontem foi esfaqueado.

O agente principal tem 37 anos, é solteiro e natural da Guarda. Pernoita na camarata da esquadra nos dias em que está de serviço, tendo ido para lá, ontem, após ter tido alta da Urgência do Hospital de S. João da Madeira, onde foi assistido aos ferimentos sofridos no pescoço.

O polícia está fora de perigo e a recuperar bem, mas não quis prestar declarações à Comunicação Social. "Está ainda combalido e a descansar", disse fonte da PSP ao CM.

PORMENORES

FACA DA COZINHA

O agente foi esfaqueado com uma faca de cozinha com uma lâmina de vinte centímetros.

OUVIDO HOJE

O agressor foi ontem levado a tribunal, mas só hoje será ouvido pelo juiz que invocou a necessidade de ler o relatório médico do agente.

VINGANÇA

Segundo fonte da PSP, o agressor terá agido por vingança devido a uma rusga policial em que agentes apreenderam uma caçadeira a um seu familiar

Vera Tavares
Fonte: Correio da Manhã

Brasileiro esfaqueia mulher em frente da filha

10 Março 2009 - 00h30

Portimão: Homicida ainda abriu o gás e está em fuga

Morta pelo marido à frente da filha

Esfaqueada brutalmente pelo marido, Sara ainda saiu de casa e cambaleou até à rua, a esvair-se em sangue. As suas últimas palavras foram para perguntar pela filha, de dez anos, que se escondera debaixo da cama aquando do ataque. Antes de fugir, o homicida, de nacionalidade brasileira, abriu o gás do fogão, o que poderia ter provocado uma explosão (ver apoio). O crime aconteceu pouco depois das 23h00 de anteontem, na Mexilhoeira Grande (Portimão).

"Ele já tinha feito ameaças de morte. Estava tudo planeado", desabafa emocionada Maria do Céu, irmã da vítima. Já o cunhado Fernando recorda que Sara "tinha muito medo do Alex, que andava com um taco de basebol e uma faca grande no carro".

Na origem do crime terá estado o facto de Sara Tavares, uma portuguesa de 26 anos, não ter aceitado ir passar o dia a casa da mãe do homicida, na zona de Boliqueime. "Ela não quis faltar ao trabalho", explicaram os familiares da vítima.

Foi quando ela regressou do restaurante onde trabalhava que se deu o crime. Sara foi esfaqueada no corredor e ainda se tentou defender, mas os golpes no abdómen revelaram-se fatais. A pequena M., filha da anterior relação de Sara, via televisão no seu quarto e escondeu-se debaixo da cama, conseguindo fugir para casa da avó.

A perder muito sangue, a vítima ainda conseguiu sair à rua. Populares tentaram ajudá-la e alertaram as autoridades. O agressor fugiu num Ford Fiesta azul e levou a arma do crime. Até ao início da noite de ontem não tinha sido detido.

PORMENORES

GÁS

A irmã de Sara diz que Alex abriu o gás dos bicos do fogão antes de fugir. Um deles estava mesmo aceso. Foi ela quem fechou o gás e evitou uma explosão.

FOTOGRAFIAS

Os familiares da vítima afirmam que o crime foi premeditado. Alex "fez desaparecer todas as suas fotografias, apagando mesmo as que estavam no computador".

AMEAÇAS

Alex ameaçava Sara de morte. Ela já tinha estado refugiada em casa de uma irmã. A relação durava há cerca de dois anos e tinham casado há 7 meses.

José Carlos Eusébio
Fonte: Correio da Manhã