terça-feira, 10 de março de 2009

Brasileiro esfaqueia mulher em frente da filha

10 Março 2009 - 00h30

Portimão: Homicida ainda abriu o gás e está em fuga

Morta pelo marido à frente da filha

Esfaqueada brutalmente pelo marido, Sara ainda saiu de casa e cambaleou até à rua, a esvair-se em sangue. As suas últimas palavras foram para perguntar pela filha, de dez anos, que se escondera debaixo da cama aquando do ataque. Antes de fugir, o homicida, de nacionalidade brasileira, abriu o gás do fogão, o que poderia ter provocado uma explosão (ver apoio). O crime aconteceu pouco depois das 23h00 de anteontem, na Mexilhoeira Grande (Portimão).

"Ele já tinha feito ameaças de morte. Estava tudo planeado", desabafa emocionada Maria do Céu, irmã da vítima. Já o cunhado Fernando recorda que Sara "tinha muito medo do Alex, que andava com um taco de basebol e uma faca grande no carro".

Na origem do crime terá estado o facto de Sara Tavares, uma portuguesa de 26 anos, não ter aceitado ir passar o dia a casa da mãe do homicida, na zona de Boliqueime. "Ela não quis faltar ao trabalho", explicaram os familiares da vítima.

Foi quando ela regressou do restaurante onde trabalhava que se deu o crime. Sara foi esfaqueada no corredor e ainda se tentou defender, mas os golpes no abdómen revelaram-se fatais. A pequena M., filha da anterior relação de Sara, via televisão no seu quarto e escondeu-se debaixo da cama, conseguindo fugir para casa da avó.

A perder muito sangue, a vítima ainda conseguiu sair à rua. Populares tentaram ajudá-la e alertaram as autoridades. O agressor fugiu num Ford Fiesta azul e levou a arma do crime. Até ao início da noite de ontem não tinha sido detido.

PORMENORES

GÁS

A irmã de Sara diz que Alex abriu o gás dos bicos do fogão antes de fugir. Um deles estava mesmo aceso. Foi ela quem fechou o gás e evitou uma explosão.

FOTOGRAFIAS

Os familiares da vítima afirmam que o crime foi premeditado. Alex "fez desaparecer todas as suas fotografias, apagando mesmo as que estavam no computador".

AMEAÇAS

Alex ameaçava Sara de morte. Ela já tinha estado refugiada em casa de uma irmã. A relação durava há cerca de dois anos e tinham casado há 7 meses.

José Carlos Eusébio
Fonte: Correio da Manhã

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