quinta-feira, 26 de março de 2009

Imigrantes ilegais suspeitos de roubo detidos na Amadora

25 Março 2009 - 18h25

Pela PJ

Suspeitos de roubo detidos na Amadora

A Polícia Judiciária deteve três homens, na Amadora, por suspeitas de roubarem e extorquirem mais de três mil euros a um homem, durante um ano e meio.

Os três detidos, dois deles com antecedentes criminais e que foram condenados por roubos à mão armada e tráfico de droga, estão agora acusados de roubo e sequestro qualificados, ameaças e ofensa à integridade física a um homem de 45 anos.

Os suspeitos tinham sido instados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a abandonar o País por estarem em situação irregular, mas não cumpriram, informou a PJ.

Filho viu os pais serem agredidos

26 Março 2009 - 00h30

Ermesinde: Conflitos já duram há mais de um ano

Filho viu os pais serem agredidos

Um menino de quatro anos viu os pais serem violentamente agredidos por um outro casal ontem, às 16h00, no Bairro das Saibreiras, em Ermesinde.

Marco Almeida, de 34 anos, e a esposa Liliana Alves, de 29 anos, foram agredidos com vários murros, pontapés e dentadas, enquanto o filho assistia a tudo lavado em lágrimas. Marco foi ainda esfaqueado no abdómen com uma faca de ponta e mola, estando internado em estado grave no Hospital de São João, no Porto.

Depois de ferir as vítimas, o agressor perseguiu ainda com uma faca uma tia de Liliana que trazia a sua filha de 21 meses ao colo. No entanto, a senhora conseguiu refugiar-se a tempo em casa com a bebé.

A agressão de ontem foi o culminar de um conjunto de conflitos entre as duas famílias – a das vítimas e a dos agressores – que duram há mais de um ano.

"Há algum tempo ela teve umas discussões com uma rapariga, que é irmã do homem que hoje lhe bateu. Desde esse dia, ela nunca mais teve descanso", relatou ao CM Carla Ribeiro, irmã da vítima.

O casal agredido tinha apresentado queixa na polícia há já alguns meses, facto que agravou os conflitos entre as famílias.

"Disseram que lhe iam dar uma lição, que se não retirasse a queixa matavam-na. Já não é a primeira vez. No outro dia apontaram-lhe uma pistola à cabeça" contou Carla.

Segundo testemunhas no local, juntamente com o casal de agressores estaria um outro homem. No entanto, desconhece-se a sua ligação aos outros dois elementos.

Ana Isabel Fonseca
Fonte: Correio da Manhã

Médico e filha de doente à pancada

26 Março 2009 - 00h30

Leiria: PSP obrigada a intervir no centro de saúde dos Pousos

Médico e filha de doente à pancada

Um médico de família e a filha de uma doente envolveram-se numa violenta cena de pancadaria, dentro de um consultório do Centro de Saúde dos Pousos, que obrigou à intervenção de uma patrulha da PSP. Os dois envolvidos formalizaram as queixas e realizaram exames médico-legais, estando o inquérito a decorrer no Ministério Público de Leiria.

Cecília Maria, de 40 anos, tinha ido acompanhar a mãe a uma consulta e acusa o médico de lhe ter "apertado o pescoço", enquanto a "encostava contra a porta". "Tentei defender-me e dei-lhe uma mordidela no braço. A partir daí, foi murros e pontapés de ambos os lados, até nos virem separar", explica.

A agressão ocorreu no consultório, na manhã de segunda-feira, quando o médico estava a ver exames de Maria Adelaide Coelho, mãe de Cecília Maria. "Ao ver os resultados das análises ao sangue, o médico disse à minha mãe que tinha de começar a tomar insulina e eu perguntei-lhe se não lê os processos dos doentes, porque ela toma insulina há três anos e ele é que a receita", conta Cecília, que logo de seguida solicitou o livro de reclamações. "Antes de começar a escrever, o médico apertou-me o pescoço", acusa.

O clínico, que pediu anonimato, contradiz a mulher, acusando-a de lhe ter "puxado o braço e mordido", assim que disse à paciente que era necessário "fazer uma insulina diferente" para "equilibrar a glicémia". "Veio direita a mim, pôs-me o dedo indicador na cara e disse-me para não me atrever a mudar a insulina da mãe", conta o médico, adiantando que a filha de Maria Adelaide o mordeu quando lhe foi pedido para se sentar. "Ao sentir a dor no braço empurrei-a e ela agarrou em tudo o que estava na minha secretária e atirou-me", acrescenta.

O médico trabalha há 28 anos no Centro de Saúde dos Pousos e ontem de manhã ainda esteve a dar consultas, mas anulou todas as marcações para hoje e amanhã.

PORMENORES

MARCAS NO CORPO

Cecília Maria queixa-se de ter marcas da agressão "em todo o corpo" que lhe causam dor.

HEMATOMA ENORME

O médico conta que a mordidela foi tão grande que formou um hematoma de sete por quatro centímetros.

Isabel Jordão
Fonte: Correio da Manhã

Assassinado à queima-roupa por um trio de ladrões quando saia dos CTT

26 Março 2009 - 00h30

Oeiras: Vítima foi confundida com agente da polícia

Morto à queima-roupa

Vestir calças escuras e camisa azul clara, em tudo semelhante à farda da polícia, foi fatal para Noel Mendes. O agente de seguros, de 61 anos, tinha acabado de registar uma carta nos CTT de Santo António de Nova Oeiras e saia de regresso a casa, a 250 metros. Foi assassinado à queima-roupa por um trio de ladrões que estava no local para assaltar os Correios e o confundiu com um PSP.

Pouco passava das 15h00 quando os três ladrões, aparentemente muito jovens, encapuzados e armados com duas caçadeiras de canos serrados, mataram Noel Mendes com um só tiro no abdómen. Ao que o CM apurou o homem gritou ao ver o trio armado, o que terá contribuído para o inesperado disparo à queima-roupa.

Os assassinos puseram-se em fuga, a pé, em direcção às traseiras do edifício. Para trás ficou a vítima, envolta numa poça de sangue. Ainda foi socorrida no local pelo INEM, mas acabou por morrer.

Ao que o CM apurou, aquela zona, por ser bastante calma e pacata, é regularmente alvo dos assaltantes. Aliás, o mesmo posto de Correios foi roubado há cerca de mês e meio, embora sem tanta violência. A Polícia Judiciária investiga agora se serão os mesmos ladrões – pelo menos a descrição dos suspeitos confere. Está já na posse da videovigilância dos CTT.

Os moradores não acreditavam no sucedido. Leila Cunha trabalha junto ao local e ao ouvir o disparo saiu logo à rua. "Ouvi um grande estrondo e vim ver o que se passava. Foi quando vi o senhor deitado no chão. O INEM chegou para socorrê-lo, mas de nada adiantou...", relata a testemunha, acrescentando que aquele posto – numa zona residencial, com jardins, um lago e prédios baixos – já foi assaltado pelo menos duas vezes este ano.

NOEL DE AZEVEDO MENDES DEIXA MULHER E TRÊS FILHOS

Noel Edgar de Azevedo Mendes nasceu em Malange, Angola, a 12 de Agosto de 1947. Casou por duas vezes e teve três filhos, o mais novo dos quais actualmente com 32 anos. Trabalhava como mediador de seguros em nome individual e por isso o escritório e a sua casa têm a mesma morada. Apesar disso, não era um homem muito conhecido na zona.

Na altura em que foi baleado tinha ido ao posto dos CTT para enviar uma carta registada. Estava a sair quando foi confrontado pelos assaltantes, que o confundiram com um agente da PSP.

De acordo com testemunhas, junto ao corpo de Noel de Azevedo Mendes ficaram alguns objectos pessoais como a carteira, o telemóvel, as chaves de casa e os óculos escuros.

No local estiveram a Polícia Judiciária, a PSP e os Bombeiros Voluntários de Oeiras.

"É A PROVA DE QUE O GOVERNO NÃO VIU SINAIS"

"Trata-se de mais um acto que confirma a tendência de aumento da criminalidade grave e violenta e põe em xeque a justificação governamental de que esse aumento se deve à crise." É desta forma que o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães resume a "morte perturbadora de mais um cidadão na periferia de Lisboa".

Recordando que em 2008 o crime violento aumentou 10%, Nuno Magalhães garante que o homicídio de ontem em Oeiras "não foi cometido por quem sofre com a crise, tal como o Governo tem anunciado. É um crime perturbante pelo carácter aleatório, mas também por se saber que o atirador pensava que estava a disparar sobre um agente da PSP".

As críticas são seguidas por Fernando Negrão, do PSD. "Trata-se da confirmação, para lá do aumento já conhecido, de que a criminalidade está a mudar. Há mais organização, mais sofisticação e os métodos usados são cada vez mais violentos", afirma o deputado.

"Ao contrário do que o Governo defende, não é apenas mais um caso isolado. É a prova de que o Governo fechou os olhos à realidade do nosso país e não viu os sinais que mostravam esta tendência", acrescenta Fernando Negrão.

Do lado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã confessou ao CM "lamentar muito a morte de um cidadão nestas circunstâncias e esperar que os criminosos sejam apanhados."

António Rodrigues, do PCP, admitiu que "este é um crime preocupante", mas que "não merece qualquer comentário especial por parte do Partido Comunista".

RELATÓRIO É HOJE APRESENTADO

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2008 é apresentado publicamente pelas 16h30 de hoje, no Ministério da Administração Interna, em Lisboa. O ministro Rui Pereira irá confirmar o aumento de 10,7% no crime violento, comparativamente a 2007. No ano passado foram participados 421 037 crimes, o que equivale a mais de 1100 crimes por dia. Destes, 24 313 foram crimes graves e violentos, salientando-se os assaltos a bancos e a bombas.

RUI PEREIRA, MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA: "OPERAÇÕES DE PREVENÇÃO BEM DIRECCIONADAS"

Correio da Manhã – Como comenta o homicídio de um transeunte à porta dos CTT de Oeiras?

Rui Pereira – Não comento crimes, cuja investigação compete às forças de segurança.

– O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008 é amanhã (hoje) apresentado. Que tendências do documento realça?

– Na segunda-feira, o documento foi analisado no Conselho Superior de Segurança Interna. Amanhã [hoje] de manhã será discutido no Conselho de Ministros, e apresentá-lo-ei pelas 16h30. O documento refere uma travagem do crime participado no quarto trimestre de 2008.

– Mas confirma-se o aumento quer do crime participado quer do crime violento?

– Registou-se um pico da criminalidade participada nos segundo e terceiro trimestres de 2008, mas uma evidente desaceleração no último trimestre.

– Que explicação para essa desaceleração?

– As operações de prevenção da criminalidade levadas a cabo pelas forças de segurança (GNR, PSP, Polícia Judiciária e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), por indicação governamental, e a persistência das mesmas, levaram a uma queda do crime.

– Esse sucesso ficou a dever-se a uma reestruturação do trabalho das polícias?

– Na segunda metade de 2008 registaram-se as primeiras transformações na estrutura territorial da PSP e da GNR, e com isso conseguiram-se progressos no combate ao crime. As operações de prevenção criminal foram direccionadas para onde deviam ser.

– Irá amanhã (hoje) apontar novas estratégias de combate ao crime para o ano de 2009?

– Já o fizemos no início deste ano. As novas admissões na PSP e GNR (dois mil novos efectivos), a lei de programação e instalações das forças de segurança e a aprovação das novas leis orgânicas foram as soluções apresentadas.

Magali Pinto/Miguel Curado com S.R./J.C.R.
Fonte: Correio da Manhã