José Manuel Castro, advogado de Mário Machado, afirmou ao SOL que desconhece ainda o motivo pelo qual o líder skinhead foi esta tarde detido e conduzido à Direcção Central de Combate ao Banditismo da Polícia Judiciária.
«Fomos apanhados de surpresa, não estávamos à espera disto», acrescentou o advogado, que denuncia a «situação inédita» de lhe ter sido barrado o contacto com o seu cliente.
O Correido da Manhã, no entanto, avança que Machado é suspeito de «tentativa de homicídio», citando fontes policiais.
Em Outubro de 2008, Machado foi condenado por crimes de coacção agravada, discriminação racial, detenção de arma ilegal, ameaça, dano e ofensa à integridade física agravada no chamado processo dos skinheads. Machado foi condenado a quatro anos de prisão efectiva, tendo recorrido da sentença.
Em processo separado, Machado enfrenta ainda uma acusação de ameaça, coacção e difamação contra a procuradora Cândida Vilar, cujo julgamento está marcado para 5 de Maio, no tribunal da Boa-Hora, em Lisboa
Mário Machado vai ser julgado por um texto da sua autoria, no qual pede aos «companheiros» para não esquecerem o rosto da «nova inquisição», referindo-se à procuradora Cândida Vilar.
Em declarações anteriores ao SOL, o advogado de Mário Machado considerou que «o texto em si não contém nenhum tipo de alusão e incitamento à violência». A Justiça «tem casos muito mais graves para julgar», concluiu José Manuel Castro.
Fonte: SOL
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