Castelo Branco: Criminoso entrou pelo telhado e atou-a à cama
Idosa violada em casa
A anciã, residente em Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco, ficou com duas costelas partidas, hematomas por todo o corpo e sem um bocado de pele de um seio, 'arrancado à dentada', contou ontem uma das suas filhas, Amélia Santos. Foi submetida a todo o tipo de sevícias sexuais e obrigada a praticar sexo vaginal e anal.
Em consequência dos abusos, não consegue reter a urina e tem muitas dificuldades em fazer outras necessidades fisiológicas. 'Porque sou um bocado surda, não percebi logo que havia alguém em casa. Antes de ele me tapar a boca e os olhos, só consegui dizer: Ai Jesus, credo!', conta Maria Augusta.
'Ele já lá tinha entrado outra vez e eu só gritava pelo meu homem, que foi o único que conheci. Eu quero comer e nem consigo, a comida não me passa da garganta, porque ele também me apertou muito o pescoço', descreve a vítima da violação.
Quase um mês passado sobre o dia do crime, cometido na madrugada da véspera de Carnaval (24 de Fevereiro), a vítima não consegue esquecer o 'terror' por que passou, nem evitar os olhos rasos de água, tanto mais que o criminoso continua à solta.
'ROUPA FEITA EM TIRINHAS'
Quando Amélia Santos entrou em casa da mãe, a quem ia levar o pequeno-almoço, na manhã do dia de Carnaval, encontrou um cenário 'muito triste'. 'A minha mãe encontrava-se toda despida, como Deus a mandou ao Mundo, e a roupa dela estava toda feita em tirinhas, como as tiras para as mantas de Ourelos. Nem sei se aquilo foi feito com os dentes ou com alguma faca', conta ao Correio da Manhã. Maria Augusta foi transportada ao Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, onde foram confirmadas as agressões sexuais de que foi vítima.
Os moradores da aldeia ainda mostram preocupação e até medo, devido ao violento ataque à idosa. Acreditam que os crimes terão sido cometidos por alguém muito próximo da vítima. A GNR de Alcains tomou conta da ocorrência e encaminhou o processo para a Polícia Judiciária.
SAIBA MAIS
ESTUDO
As mulheres com mais de 60 anos são as preferidas por muitos violadores por se apresentarem mais vulneráveis, revela um estudo apresentado na Universidade do Minho, por Francisca Rebocho.
3459
É o número de pessoas idosas vítimas de crime recebidas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), entre 2000 e 2007.
7059
Crimes praticados contra idosos foram registados pela APAV, entre 2000 e 2007. De 2006 para 2007 verificou-se um aumento deste tipo de crimes, de 15,6 por cento.
VIOLADORES
Os violadores de idosas, por norma, têm escolaridade reduzida e são originários de meios carenciados.
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