quinta-feira, 19 de março de 2009

Violência máxima para roubar tabaco

19 Março 2009 - 00h30

Porto: Assaltantes foram ouvidos em tribunal

Violência máxima para roubar tabaco

Assaltaram carrinhas de transporte de tabaco durante dois anos, na zona do Grande Porto. A PJ, que os deteve anteontem, em Vila Nova de Gaia, juntou prova que liga os sete indivíduos a quatro investidas, sempre com contornos muito violentos. Os outros assaltos continuam em investigação. O gang ameaçava as vítimas com armas, entre as quais duas metralhadoras, uma delas uma réplica, apreendidas pelos inspectores que efectuaram 23 buscas domiciliárias em Coimbrões, Gaia, onde residiam.

Presentes ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, apenas dois indivíduos, com idades entre os 19 e 48 anos, foram ouvidos pelo juiz. Os restantes regressam hoje ao TIC.

Entre os detidos encontra-se uma mulher a quem foram apreendidos sete quilos de haxixe. Está indiciada por tráfico de droga. À hora do fecho desta edição, um dos arguidos, apanhado com 5,5 quilos de haxixe, estava a ser ouvido em primeiro interrogatório judicial. Só hoje serão conhecidas as medidas de coacção. Nas buscas, a PJ recuperou oito carros topo de gama, que foram alterados, uma moto, e várias armas, além de quase dez mil euros. A metralhadora foi encontrada em casa de um indivíduo conhecido pela alcunha de ‘Pisco’, também detido.

Os inspectores recuperaram ainda uma faca, uma matraca, luvas e gorros – material usado durante as investidas que realizaram. O CM sabe que um dos últimos assaltos que o grupo realizou foi em Dezembro, em Gulpilhares. Um homem e a sua filha foram roubados quando chegavam a casa. Apesar das detenções, a PJ admite que ainda há no activo mais grupos.

TRIBUNAL CERCADO DE POLÍCIA

A chegada dos detidos – pertencentes a um grupo considerado perigoso pelas autoridades – ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, obrigou ao destacamento de um forte dispositivo policial que cercou o edifício. Dezenas de agentes isolaram a entrada do tribunal e controlaram os movimentos de pessoas na rua.

A chegada dos suspeitos, pelas 16h00, exaltou os ânimos da multidão de familiares que os esperava. Os inspectores da PJ irromperam em vários carros e numa carrinha e pararam à porta do tribunal bloqueando a rua. As sirenes irritaram os familiares que soltaram vários gritos de choro enquanto outros criticaram a polícia que teve de controlar a exaltação.

Já antes vários indivíduos tinham insultado e ameaçado alguns jornalistas à porta do tribunal.

Liliana Rodrigues / Tânia Laranjo / P.S.D.
Fonte: Correio da Manhã

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