terça-feira, 24 de março de 2009

Justiça libertou imigrante ilegal que queimou namorada com ácido

Justiça liberta homem que queimou ex-namorada com ácido

Um imigrante ilegal de 39 anos foi libertado, com obrigação judicial de afastamento da residência e proibição de contactos, depois de detido pela PSP de Lisboa por suspeita de agressão à ex-companheira, com ácido muriático e à facada

Fonte policial contactada hoje pela agência Lusa explicou que o suspeito, sobre quem existem «fortes indícios da prática do crime de violência doméstica», foi detido sexta-feira por elementos da Esquadra de Investigação Criminal da Violência Doméstica, da Divisão Criminal da PSP de Lisboa, «mal teve alta hospitalar, após tentativa de suicídio».

De acordo com a mesma fonte, a agressão ocorreu a 6 de Março, quando o homem procurou a ex-companheira - com quem viveu 14 anos e de quem tem dois filhos menores em comum mas estava separado há perto de nove meses - e, em plena Avenida do Brasil, em Lisboa, atirou-lhe ácido muriático para a «zona do pescoço» e desferiu-lhe «múltiplas facadas nas mãos, no pescoço e na cabeça, causando-lhe ferimentos diversos» que obrigaram ao seu internamento hospitalar.

O suspeito, considerado pessoa de «carácter violento», agrediu a ex-companheira, de 32 anos, na manhã de 6 de Março, depois de esta ter deixado os dois filhos na escola, e «seis horas mais tarde tentou o suicídio», ingerindo «um litro de ácido clorídrico».

Foi transportado para o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), onde foi assistido e esteve internado até sexta-feira, dia em que teve alta e foi detido pela PSP.

A fonte contactada pela Lusa explicou que a investigação teve início a 9 de Março, depois do auto policial ter chegado à Esquadra de Investigação Criminal da Violência Doméstica, em Lisboa, cujos elementos «reuniram provas, ouviram testemunhas e conseguiram obter, em colaboração com o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), um mandado de detenção».

«Mal ele teve alta, fomos buscá-lo», disse a fonte policial, explicando que a mulher, embora já esteja livre de perigo, ficará «com lesões, devido ao ácido e às facadas», e com um problema de mobilidade, já que uma das facadas lhe afectou um tendão de uma mão.

O antigo casal, de ascendência africana, é residente em Lisboa e o agressor não tem antecedentes criminais, embora esteja ilegal no país.

O alegado agressor foi ouvido em primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa e foi-lhe aplicada a medida de coacção de afastamento da residência e proibição de contactos, revelou a PSP.

Fonte: Lusa / SOL

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