Alcabideche: Ladrões identificaram-se como funcionários do gás
“Meteram-me uma pistola na boca”
Bateram à porta como funcionários de uma companhia de gás e seguiram-se 20 minutos de sequestro e de terror, com uma pistola apontada à cara dos irmãos Mário Varela e Maria das Dores, 69 e 60 anos. A dupla de assaltantes brasileiros abandonou a casa em Alcabideche, Cascais, com 300 euros e peças de ouro – e, para trás, deixaram no domingo à tarde um homem de cara negra, em resultado de violentas agressões. "Um deles pôs-me a pistola na boca e disse: ‘Eu vim do Brasil pronto para matar’", recorda ao CM Mário Varela."Só dei conta de que eram ladrões quando me empurraram e exigiram todo o dinheiro e ouro que tinha em casa." Daí até ter uma pistola apontada à cara foi um instante. Em casa só estava Maria das Dores, irmã de Mário Varela, que, ao ouvir os gritos de socorro da vítima, tentou evitar o assalto – mas acabou também por ser agredida.
"Se eles só nos roubassem ainda era uma coisa. Mas bater desta maneira é muita maldade. Tenho a certeza de que se não lhes desse o dinheiro matavam-me", continua Mário Varela. Incrédulo e com várias marcas na cara, não consegue esquecer as palavras dos assaltantes. "Disseram-me mais do que uma vez que me iam dar um tiro. Aí vi que não estavam para brincadeiras."
Depois de serem violentamente agredidos, os irmãos foram trancados num quarto, enquanto os assaltantes passavam a casa a pente-fino. Levaram todo o dinheiro, cartões multibanco e cheques. Nenhum objecto de valor foi deixado. Na vizinhança ninguém se apercebeu dos momentos de terror que estavam a ser vividos pela família Varela.
Depois de esvaziarem a casa, os assaltantes fugiram a pé com o dinheiro e levaram a chave do quarto onde trancaram as vítimas. Ao se aperceber de que já tinham ido embora, Mário Varela conseguiu fugir pela janela e ir à cave, de onde chamou a polícia. Sequência das agressões, foi assistido no Hospital de Cascais. A Polícia Judiciária investiga o caso.
PORMENORES
HOSPITALIZADO
Mário Varela esteve durante a tarde de domingo no Hospital de Cascais, devido à violência das agressões. Já teve alta.
TELEFONE CORTADO
Assaltantes cortaram os fios do telefone para as vítimas não poderem chamar a polícia.
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